sexta-feira, julho 3
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Agronegócio

BNDES destina R$ 24,4 milhões para recompor agricultura familiar no RS

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Recursos sairão do Fundo Socioambiental do banco e não precisarão ser devolvidos.
  • Medida deve alcançar cerca de 5.000 agricultores familiares em 23 municípios gaúchos.
  • Cooperativas e associações terão prioridade na recomposição da capacidade produtiva.
  • Banco afirma que 70% do valor será usado na compra de bens para os empreendimentos.
  • Municípios atendidos, cronograma e critérios finais de seleção ainda não foram detalhados.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social formaliza apoio de R$ 24,4 milhões para recuperar a capacidade produtiva de empreendimentos coletivos da agricultura familiar no Rio Grande do Sul. Os recursos miram cooperativas, associações e organizações de produtores afetadas por eventos climáticos extremos no estado entre 2023 e 2024.

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O dinheiro sairá do Fundo Socioambiental do BNDES e terá caráter não reembolsável, segundo o banco. Na prática, a medida busca recompor estruturas produtivas sem transformar a reconstrução em nova dívida para agricultores familiares que já sofreram perdas com enchentes, estiagens e outros episódios climáticos recentes.

A estimativa é alcançar cerca de 5.000 agricultores familiares em 23 municípios gaúchos. Do total previsto, 70% deve financiar a aquisição de bens, um ponto central para retomar produção, beneficiamento, armazenagem e atividades coletivas ligadas às cadeias locais de alimentos.

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Recurso prioriza reconstrução produtiva no campo

O desenho do apoio dá prioridade à recomposição de empreendimentos coletivos, e não ao crédito individual tradicional. Esse formato tende a favorecer estruturas compartilhadas por grupos de produtores, como unidades de processamento, equipamentos de uso comum, sistemas de apoio à produção e bens necessários à retomada de atividades interrompidas ou reduzidas pelas perdas climáticas.

O foco em organizações coletivas também amplia o alcance do investimento público. Em vez de pulverizar valores em operações isoladas, o BNDES direciona o repasse a projetos capazes de atender comunidades produtivas inteiras, com impacto sobre renda, abastecimento local e permanência de famílias no campo.

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A decisão se insere na resposta federal aos eventos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul. A agricultura familiar foi uma das frentes mais expostas aos prejuízos, porque reúne produtores com menor capacidade de absorver perdas, recompor máquinas, recuperar instalações e atravessar períodos longos de interrupção na produção.

Fundo Socioambiental banca apoio sem reembolso

Por vir do Fundo Socioambiental, o apoio não exige devolução dos recursos pelos beneficiários. Essa característica diferencia a medida de linhas de financiamento convencionais e reforça o caráter de reconstrução, sobretudo em regiões onde o endividamento adicional poderia atrasar a retomada econômica.

O uso de recursos públicos para adaptação e recuperação produtiva tem ganhado peso na agenda de bancos de desenvolvimento. No caso gaúcho, o desafio é transformar o repasse em capacidade instalada: máquinas, equipamentos e estruturas que permitam aos empreendimentos voltar a produzir e reduzir a vulnerabilidade diante de novos eventos climáticos.

A execução caberá aos responsáveis pelos projetos apoiados, com acompanhamento das regras definidas para aplicação dos recursos. O efeito prático do anúncio começa pela disponibilidade de R$ 24,4 milhões sem reembolso; o resultado dependerá da seleção dos empreendimentos e da velocidade com que os bens produtivos chegarão às comunidades atendidas.


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