quinta-feira, julho 2
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Economia

Eduardo Simon assume Conar sob pressão por regras para IA, bets e anúncios digitais

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) confirmou nesta quinta-feira (2) a eleição de Eduardo Simon para presidente no mandato 2026-2028.
  • A diretoria é composta por Paulo Tonet Camargo, Nelcina Tropardi, Marcelo Rech e Natalia Kuchar Lohn, com mandato de dois anos, até 14 de julho de 2028.
  • A posse está marcada para 15 de julho, e a chapa única contou com apoio do Conselho Superior do órgão, segundo comunicado do Conar.
  • Lacunas no plano de gestão Até o momento, o Conar não divulgou um plano de gestão com metas, prazos ou diretrizes específicas para inteligência artificial, publicidade digital e apostas esportivas.
  • Histórico de atuação e pressão digital O Conar atua como árbitro de campanhas publicitárias no Brasil, com poder de suspender peças e aplicar sanções.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária confirmou nesta quinta-feira (2) a eleição de Eduardo Simon para a presidência do órgão no mandato 2026-2028. Sócio e CEO da Galeria Holding, Simon era primeiro vice-presidente desde 2022 e liderou a única chapa inscrita para comandar a entidade responsável por julgar campanhas e orientar a autorregulação da publicidade no país.

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A troca de comando ocorre em um momento de pressão crescente sobre a publicidade digital. O avanço da inteligência artificial generativa, a multiplicação de anúncios em redes sociais e plataformas de vídeo e a expansão das bets colocam o Conar diante de problemas que vão além da propaganda tradicional: identificação de conteúdo sintético, uso de influenciadores, transparência em campanhas personalizadas e limites para mensagens de apelo agressivo ao consumidor.

Na prática, a nova gestão terá de decidir como adaptar a lógica da autorregulação a um mercado em que campanhas podem ser produzidas, segmentadas e distribuídas em escala quase instantânea. O desafio é preservar regras de veracidade, identificação publicitária e responsabilidade de marcas sem depender apenas de modelos pensados para TV, rádio, jornal e peças estáticas.

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IA e bets entram no centro da agenda

A inteligência artificial generativa ampliou o risco de anúncios com imagens, vozes e textos criados artificialmente, inclusive com uso de deepfakes ou simulações de autoridades, celebridades e consumidores. Para o setor publicitário, a questão central é definir quando o público precisa ser informado de que uma peça foi feita ou alterada por IA e quais responsabilidades recaem sobre anunciantes, agências e plataformas.

As apostas esportivas formam outra frente sensível. Em junho, o Conar suspendeu propagandas consideradas abusivas de bets exibidas na CazéTV durante a Copa do Mundo. A decisão reforçou o alcance do órgão sobre formatos digitais e transmissões ao vivo, áreas em que publicidade, entretenimento e influência costumam se misturar diante do público.

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Esse ambiente torna a presidência de Simon especialmente observada por anunciantes, agências, veículos, plataformas e entidades de defesa do consumidor. O Conar não cria leis, mas suas decisões têm peso no mercado: campanhas podem ser sustadas, alteradas ou advertidas, e seus julgamentos costumam funcionar como referência para a conduta de marcas em temas ainda pouco detalhados pela regulação estatal.

Diretoria terá mandato de dois anos

A diretoria eleita terá mandato de dois anos, até 2028. Além de Simon, o comando do Conar reúne Paulo Tonet Camargo, Nelcina Tropardi, Marcelo Rech e Natalia Kuchar Lohn. A posse está prevista para 15 de julho.

O primeiro teste da nova gestão será transformar a preocupação do mercado com IA, plataformas digitais e apostas em diretrizes aplicáveis a campanhas reais. Para marcas e consumidores, o efeito esperado é mais clareza sobre o que pode ou não ser feito em anúncios automatizados, conteúdos patrocinados e peças veiculadas em transmissões e redes sociais.


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