quarta-feira, julho 1
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Economia

Bitcoin sobe a US$ 58,9 mil após pior semestre desde 2022

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • No acumulado de janeiro a junho de 2026, o bitcoin desvalorizou mais de 30%, passando de cerca de US$ 84 mil no início do ano para a faixa atual.
  • As operações com criptomoedas são sujeitas ao Imposto de Renda sobre ganho de capital — alíquota de 15% a 22,5% dependendo do lucro —, o que pode tornar a recuperação ainda mais lenta.
  • O bitcoin operava em leve alta de 0,5% no início do pregão asiático desta quarta-feira (1), cotado a US$ 58.961,17, um dia após atingir a mínima dos últimos 22 meses, próxima de US$ 58.600.
  • Impacto no investidor brasileiro No Brasil, o bitcoin é negociado por meio de ETFs listados na B3 e por corretoras de criptoativos.
  • Produtos como o HASH11 e o QBTC11, que replicam o preço do bitcoin, acumulam perdas superiores a 30% no período, reduzindo o valor das cotas.

O bitcoin voltou a subir nesta quarta-feira (1º) e era negociado a US$ 58.961,17 no início da sessão asiática, em alta de 0,5%. A reação veio depois de a criptomoeda tocar a região de US$ 58,6 mil, o menor nível em quase dois anos, e encerrar o primeiro semestre sob forte pressão.

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A alta do dia, porém, ainda não muda o quadro principal: o bitcoin fechou os seis primeiros meses de 2026 com queda de mais de 30%, no pior desempenho semestral desde 2022. A correção interrompeu o fôlego que havia sustentado o ativo nos últimos ciclos de valorização e reacendeu a dúvida sobre a força de uma recuperação no segundo semestre.

Por que o bitcoin caiu tanto

A pressão sobre o preço combina dois fatores que costumam pesar sobre ativos de risco: juros elevados nos Estados Unidos e retirada de dinheiro de produtos ligados à criptomoeda. Com a renda fixa americana oferecendo retornos mais altos, investidores tendem a reduzir posições em mercados mais voláteis, como tecnologia, criptoativos e outros ativos sem fluxo de caixa previsível.

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O movimento também ganhou força com a saída de recursos de ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos. Em uma semana de junho, os fundos registraram US$ 444 milhões em saques líquidos, sinal de menor apetite institucional pelo ativo no curto prazo. Esse fluxo é acompanhado de perto pelo mercado porque os ETFs ajudaram a ampliar a demanda por bitcoin nos ciclos recentes.

A comparação com 2022 reforça o tamanho da queda. Naquele ano, o bitcoin também sofreu com o aperto monetário global e com a crise de confiança provocada pelo colapso de grandes plataformas do setor. Em 2026, o gatilho é diferente, mas o efeito para o investidor é semelhante: perda acelerada de valor, aumento da volatilidade e menor disposição para comprar no risco.

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O que muda para o investidor brasileiro

No Brasil, a queda afeta tanto quem compra bitcoin diretamente em corretoras quanto quem acessa o mercado por fundos e ETFs listados na B3. Em produtos atrelados ao preço da criptomoeda, a desvalorização aparece no valor das cotas. Para quem entrou no ativo durante a fase de alta, a recuperação exige uma valorização expressiva apenas para recompor perdas recentes.

O investidor brasileiro também precisa considerar o efeito tributário nas operações. Ganhos com criptomoedas podem estar sujeitos à cobrança de Imposto de Renda conforme o valor negociado e o lucro obtido. Já quem vendeu com prejuízo cristalizou a perda; quem manteve posição continua exposto a novas oscilações de preço.

Recuperação depende de juros e fluxo para ETFs

A reação para a faixa de US$ 58,9 mil mostra alívio pontual, não uma virada consolidada. Para o bitcoin sustentar uma recuperação mais ampla, o mercado acompanha principalmente a trajetória dos juros nos Estados Unidos, os dados de inflação e o fluxo de entrada ou saída dos ETFs.

Se os juros americanos seguirem altos e os fundos continuarem registrando resgates, a criptomoeda tende a permanecer pressionada. O próximo teste para o mercado será saber se a alta desta quarta-feira atrai compradores ou se funciona apenas como pausa depois do tombo semestral.


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