O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciaram um aporte de R$ 640 milhões na Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), para financiar projetos de pesquisa aplicada e inovação industrial.
Do total, R$ 440 milhões sairão do orçamento do ministério, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), e R$ 200 milhões do BNDES. O modelo de operação prevê cooperação entre empresas e instituições científicas e tecnológicas credenciadas como unidades Embrapii.
Os recursos devem financiar projetos em áreas estratégicas como hidrogênio verde, inteligência artificial e minerais críticos. A Embrapii opera selecionando unidades de pesquisa que desenvolvem tecnologias em parceria com o setor produtivo, dividindo custos e riscos da inovação.
Contexto: Embrapii já tem histórico de chamadas
A organização tem ampliado seu raio de ação. Em 2023, a Embrapii e o MCTI selecionaram o CPqD, o Inatel e a Universidade Federal de Goiás para investir R$ 180 milhões em centros de competência. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) firmou parceria para investir R$ 150 milhões em centros localizados em São Paulo, e em Pernambuco o aporte previsto foi de R$ 58 milhões.
Em escala mais ampla, BNDES, Finep e Embrapii já aprovaram conjuntamente R$ 10,5 bilhões para projetos de inteligência artificial, conforme informações divulgadas em maio. O novo aporte de R$ 640 milhões se soma a esse esforço de financiamento à inovação no país.
Empresas aguardam regras para acessar recursos
O anúncio do aporte ainda não detalhou o cronograma de liberação, os setores prioritários nem os critérios de elegibilidade para empresas interessadas. A Embrapii costuma operar por chamadas públicas e seleção de unidades, com contrapartida privada obrigatória — modelo em que empresas e centros de pesquisa dividem o custo dos projetos.
Para o setor produtivo, o próximo passo será a publicação de editais e chamadas que definirão quais projetos poderão concorrer aos recursos. Sem essas regras, empresas e centros de pesquisa ainda não têm como calcular o acesso efetivo aos R$ 640 milhões anunciados.











