domingo, junho 28
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Copa do Mundo 2026

Messi e Neymar fogem da onda rosa nas chuteiras e usam modelos próprios na Copa

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Personalização de chuteiras virou parte da imagem de atletas em grandes torneios.
  • Neymar estreou modelo exclusivo em homenagem aos filhos no jogo contra a Escócia.
  • Messi apareceu com chuteira de detalhes dourados em partida de 16 de junho.
  • A escolha dos astros reflete contratos, linhas próprias e preferências comerciais.
  • A adesão limitada de craques não indica fracasso da estratégia das marcas.

A febre das chuteiras rosas tomou os gramados da Copa do Mundo de 2026, mas três dos maiores nomes do futebol mundial seguem de fora da onda. Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo aparecem no torneio com modelos de outras cores, mantendo linhas próprias e personalizações que escapam da estratégia visual adotada pelas principais marcas fabricantes.

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A escolha pelo rosa não é casual. Fabricantes de materiais esportivos como Puma, Nike e Adidas apostaram na cor vibrante para aumentar o impacto visual dos produtos e atrair principalmente o público jovem — o consumidor mais propenso a reproduzir nos pés o que vê em campo. Modelos rosa chegaram a custar R$ 2.300 nas prateleiras durante a estreia do Mundial.

Neymar, que voltou à Seleção Brasileira após quase mil dias afastado por lesões, estreou na Copa com uma chuteira exclusiva desenvolvida pela Puma em parceria com a marca de streetwear KidSuper. A peça mistura amarelo com detalhes em laranja e verde e traz uma homenagem aos filhos do atacante. O jogador inclusive participou de um vídeo da Puma que satiriza a moda dos calçados rosas.

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Messi também fugiu da tendência desde o início. O argentino entrou em campo com um modelo de detalhes dourados, distinto da paleta que domina o torneio. Cristiano Ronaldo, primeiro jogador a marcar gols em seis Copas diferentes, também não aderiu ao rosa.

Contratos individuais pesam mais que a moda

A explicação é comercial. Atletas de elite mantêm contratos individuais com linhas exclusivas, personalizações e calendários de lançamento próprios. A moda rosa funciona como estratégia de visibilidade para o conjunto dos elencos, mas não se sobrepõe aos acordos personalizados dos craques.

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A exceção dos astros não indica fracasso da campanha — pelo contrário, a tendência segue dominante entre a maioria dos jogadores. O que se vê nos gramados é a coexistência de duas lógicas: de um lado, a aposta das marcas numa cor que maximiza a exposição televisiva e o desejo de consumo entre os mais jovens; do outro, o poder de barganha de atletas que transformam seus pés em vitrines individuais.

À medida que a Copa avança, a repetição dos modelos por Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo indicará se a resistência ao rosa é pontual ou se cada um seguirá com identidade visual própria até o fim do torneio.


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