sábado, junho 27
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Relatório final do inquérito aberto por Moraes no STF será encaminhado à Procuradoria-Geral da República; postagens foram feitas em janeiro, após captura de Maduro

PF conclui que Flávio Bolsonaro caluniou Lula ao associá-lo a tráfico e terrorismo

Relatório final do inquérito aberto por Moraes no STF será encaminhado à Procuradoria-Geral da República; postagens foram feitas em janeiro, após captura de Maduro

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Relatório encerra a etapa policial do inquérito aberto no Supremo
  • Caso segue agora para análise de Alexandre de Moraes
  • Conclusão da PF não torna o senador réu nem antecipa condenação
  • Postagens de janeiro associavam Lula a tráfico de drogas e terrorismo

A Polícia Federal concluiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao associá-lo falsamente a tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e apoio a organizações terroristas. O relatório final do inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (26).

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As postagens que motivaram a investigação foram feitas por Flávio no X (antigo Twitter) em 3 de janeiro de 2026, logo após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Nas mensagens, o senador imputou ao presidente crimes sem qualquer comprovação. A conclusão da PF classifica a conduta como calúnia — crime previsto no Código Penal quando alguém atribui falsamente a terceira pessoa fato definido como ilegal.

Origem do inquérito e próximos passos

O pedido de investigação partiu do então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que enviou ofício ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, dias antes de deixar o cargo, em 9 de janeiro. Em abril, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a abertura formal do inquérito para apurar as postagens.

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Com a conclusão da etapa policial, o relatório segue para análise de Moraes, relator do caso no Supremo. O próximo passo formal é a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República, que poderá oferecer denúncia ou solicitar o arquivamento. A conclusão da PF não torna Flávio Bolsonaro réu — a decisão sobre eventuais medidas penais cabe à PGR e, posteriormente, ao STF.

Contexto político

O desfecho do inquérito chega em ano pré-eleitoral. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é pré-candidato à Presidência e figura central da direita no Congresso. Lula aparece no inquérito como vítima das imputações feitas nas redes sociais.

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A investigação se soma a outras disputas judiciais entre os dois nomes no Supremo. Em junho, o ministro Nunes Marques assumiu a relatoria de uma ação proposta por Flávio Bolsonaro contra Lula no tribunal, em processo distinto deste inquérito.


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