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Economia

Gestor que lucrou 900% na crise de 2008 faz nova aposta contra seguradoras globais

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Lee Robinson manteve aposta de US$ 200 milhões em dívida privada de seguradoras, reacendendo o debate de risco de crédito no setor.
  • A estratégia remete a 2008, quando US$ 20 milhões teriam virado US$ 200 milhões com retorno de 900%.
  • Altana Wealth não divulgou metodologia, vencimentos, limite de perda ou composição da carteira da nova operação.
  • Falta dado público consolidado sobre exposição brasileira a esse risco, dificultando medir impacto em prêmio, liquidez e preços.

O gestor de fundos de hedge Lee Robinson, que transformou US$ 20 milhões em US$ 200 milhões durante a crise financeira global de 2008 com apostas oportunas contra o setor de hipotecas subprime dos Estados Unidos, está de volta ao ataque. Desta vez, o alvo são as seguradoras — pilares de um mercado de crédito privado estimado em US$ 1,8 trilhão.

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Robinson, à frente da Altana Wealth, está intensificando posições vendidas (“short”) contra algumas das maiores seguradoras do mercado, incluindo Lincoln National Corp., MetLife Inc. e Berkshire Hathaway Inc. A operação é estruturada por meio de credit default swaps (CDS) — instrumentos financeiros que funcionam como um seguro contra o calote de uma empresa. Quem compra o CDS lucra se a qualidade de crédito do emissor se deteriorar.

Estratégia mira efeitos indiretos

A aposta marca uma mudança de abordagem em relação à jogada histórica de 2008. Em vez de apostar diretamente contra o setor de crédito privado, Robinson foca em efeitos de segunda ordem — o impacto indireto que problemas nesse mercado podem ter sobre as seguradoras que sustentam parte significativa dessas operações. A tese é que, se o crédito privado deteriorar, as seguradoras que dele dependem serão as primeiras a sofrer perdas relevantes.

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Paralelo com 2008 e sinais de risco

O ganho de 900% registrado há quase duas décadas veio de apostas bem cronometradas contra o mercado de hipotecas de alto risco, então no centro de um sistema financeiro prestes a colapsar. Robinson enxerga agora padrões semelhantes no ciclo de crédito e de liquidez do mercado de crédito privado, que cresceu rapidamente nos últimos anos como alternativa ao financiamento bancário tradicional.

O que muda para o mercado

A posição de Robinson coloca um holofote sobre a vulnerabilidade do setor de crédito privado, cuja expansão acelerada tem preocupado reguladores e investidores. A escolha de alvos como Berkshire Hathaway e MetLife — gigantes com exposição ampla a mercados de seguros e investimentos — sugere que o gestor vê riscos sistêmicos, e não apenas problemas pontuais em empresas específicas.

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Para investidores que acompanham o setor, a jogada reabre o debate sobre a precificação de risco em seguradoras expostas ao crédito privado. Se a tese de Robinson se confirmar, o efeito pode se propagar para prêmios de seguros, custos de captação e a confiança geral em ativos de crédito. Se não, a aposta se junta ao rol de posições de grandes gestores que não se concretizam — mas que, pelo tamanho e pela trajetória de quem as assume, não passam despercebidas.


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