terça-feira, junho 23
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Meio-ambiente

Onda de calor na França deixa 40 mortos por afogamento em menos de uma semana

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Balanço citado por Sébastien Lecornu foi publicado por Le Figaro e RFI nesta terça-feira
  • Número se refere a ocorrências na França, não a mortes diretas causadas pelo calor
  • Proteção civil havia contado 13 afogamentos em recorte parcial entre sábado e segunda
  • Autoridades ainda não detalharam quais regiões concentraram os casos
  • Canícula de 2003 segue como referência para alertas sanitários no país

A França acumulou 40 mortes por afogamento desde 18 de junho, em meio à onda de calor que castiga o país. O número foi anunciado nesta terça-feira (23) pelo ministro Sébastien Lecornu e abrange todo o território francês — não a Europa como um todo.

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O balanço contabiliza afogamentos ocorridos durante o período de canícula, não mortes causadas diretamente pelo calor — distinção essencial para dimensionar o dado. Antes do anúncio de Lecornu, a Sécurité civile havia registrado ao menos 13 óbitos por afogamento entre o sábado (20), às 21h, e a manhã de segunda-feira (22), em recorte parcial que integra a contagem mais ampla. As declarações do ministro foram publicadas por Le Figaro e pela RFI.

A sombra de 2003 ainda orienta os alertas

Ondas de calor na Europa tornaram-se mais frequentes e intensas desde os anos 2000. Na França, a referência histórica que ancora cada novo episódio é a canícula de 2003, quando mais de 10 mil pessoas morreram em decorrência do calor — a pior catástrofe do gênero na história recente do país. Aquele trauma redesenhou os protocolos sanitários e os sistemas de alerta nacionais. O cenário atual não tem escala comparável, mas reativa toda essa engrenagem preventiva.

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Na Bretanha, a imprensa local previa temperaturas entre 41 °C e 42 °C para os próximos dias — patamar que pressiona serviços de saúde, áreas de lazer e locais de banho em toda a região. A Météo-France, serviço meteorológico oficial, acompanha a evolução da canícula e emite os alertas que orientam estados e municípios.

Rios e áreas sem vigilância concentram os riscos

O calor intenso empurra moradores para rios, represas e lagos — com frequência em locais proibidos ou sem guarda-vidas. Em Poitiers, um adolescente de 16 anos morreu afogado no rio Clain no domingo (21), em trecho com banho proibido. As autoridades locais aplicam multas entre 11 e 35 euros a quem desrespeita as restrições de acesso a pontos considerados inseguros.

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A sucessão de mortes em períodos de calor extremo alimenta o debate sobre adaptação climática na Europa. Em maio, a ONU classificou ondas de calor no continente como um “lembrete brutal” da crise climática, associando eventos extremos ao impacto sobre saúde pública e infraestrutura urbana.

O governo francês não havia detalhado, até esta terça-feira, quais regiões concentram a maior parte dos casos. A proteção civil deve divulgar nos próximos dias o balanço definitivo, com distribuição geográfica e circunstâncias dos afogamentos.


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