terça-feira, junho 23
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Brasil

Nova Serra das Araras libera quatro faixas na subida da Dutra no Rio

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Entrega parcial abre quatro faixas de subida no km 225, em Paracambi
  • Trecho de serra da BR-116 terá separação de parte do tráfego entre Rio e São Paulo
  • Obra inclui acostamento, iluminação e oito viadutos na etapa liberada
  • Investimento total do projeto é estimado em R$ 1,5 bilhão
  • Extensão entregue diverge em dados públicos, entre 3,6 km e 4 km

A primeira etapa da Nova Serra das Araras será entregue nesta terça-feira (23), às 10h, no km 225 da Rodovia Presidente Dutra, em Paracambi, no sul do Rio de Janeiro. A liberação coloca em operação a nova pista de subida no sentido São Paulo, com quatro faixas de rolamento, acostamento, iluminação e viadutos.

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Para quem trafega pela BR-116 entre Rio e São Paulo, a mudança imediata está na subida da serra: parte do fluxo passa a usar uma pista mais larga e segregada, em um trecho historicamente sensível para o transporte de cargas, viagens interestaduais e deslocamentos regionais. A entrega, porém, não encerra a obra. O projeto completo da Nova Serra das Araras ainda depende das próximas fases para operar com a capacidade final planejada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é esperado na cerimônia de inauguração, vinculada ao Novo PAC. O investimento total anunciado para a intervenção é de R$ 1,5 bilhão, valor referente ao conjunto da obra, e não apenas ao trecho liberado nesta etapa.

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O que muda para motoristas na Serra das Araras

A entrega contempla cerca de 4 km da nova pista de subida, no sentido São Paulo. O trecho passa a contar com quatro faixas, acostamento, iluminação e oito viadutos, além de estruturas de contenção em uma área de serra marcada por curvas, tráfego pesado e necessidade constante de intervenções viárias.

A Serra das Araras é um dos pontos mais estratégicos da Via Dutra. O trecho integra o principal corredor rodoviário entre as duas maiores regiões metropolitanas do país e concentra movimento de passageiros, cargas industriais, abastecimento e logística de distribuição. Por isso, qualquer alteração operacional na serra tem impacto direto sobre tempo de viagem, segurança e previsibilidade para transportadoras.

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O projeto completo prevê 16 km de intervenção, com oito faixas de rolamento — quatro por sentido —, 24 novos viadutos, três passarelas e duas rampas de escape. Nesta primeira abertura, entra em funcionamento a pista de subida; a configuração final só será alcançada quando as etapas restantes forem concluídas.

Obra busca reduzir gargalos em corredor de carga

A intervenção foi planejada para atacar dois problemas centrais da Serra das Araras: a limitação de capacidade em um trecho de grande movimento e os riscos típicos de uma descida e subida de serra com presença intensa de caminhões. Estimativas ligadas ao projeto apontam fluxo mensal de aproximadamente 390 mil veículos, com participação de cargas em torno de 36% do tráfego.

Com a nova configuração, a expectativa é que a velocidade operacional no trecho possa subir de 40 km/h para até 80 km/h em pontos da serra. Também foram divulgadas projeções de redução de tempo de viagem de até 50% no sentido Rio de Janeiro e de 25% no sentido São Paulo, efeitos que dependerão da operação real após a abertura e da conclusão das demais fases.

A obra inclui ainda estruturas de contenção de encostas e taludes, elemento essencial em uma região sujeita a instabilidade geológica e a restrições operacionais em períodos de chuva. A combinação de pistas mais largas, viadutos e rampas de escape busca aumentar a margem de segurança em um dos trechos mais exigentes da Dutra.

Entrega é parcial, mas já altera a operação

A abertura desta terça não transforma de imediato toda a Serra das Araras em uma via de quatro faixas por sentido. A mudança vale para a pista de subida no sentido São Paulo e integra uma obra maior, que ainda precisa avançar para completar o desenho final da Nova Serra das Araras.

Na prática, o motorista ganha uma nova estrutura em um dos trechos mais críticos da ligação Rio-São Paulo, enquanto a operação plena continua condicionada às próximas entregas. O efeito mais imediato será sentido na distribuição do tráfego na subida; os ganhos totais de tempo, fluidez e segurança dependerão do funcionamento da pista após a liberação e da conclusão do restante do projeto.


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