A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu sete suspeitos nesta terça-feira (23) em operação que desmontou um esquema de descontos irregulares em mais de 3.500 contas de aposentados e pensionistas do Banco de Brasília. Três dos detidos são servidores da própria instituição, que afastou os funcionários no mesmo dia das prisões.
O esquema afetou beneficiários previdenciários do DF com cobranças associativas ou lançamentos não autorizados em conta — dentro de um banco público cujo controle acionário pertence ao governo distrital e cuja fiscalização é responsabilidade do Banco Central.
Posição de confiança usada para lesionar aposentados
O envolvimento direto de três funcionários do BRB é o elemento central da investigação. A presença de servidores internos no esquema indica que as cobranças irregulares dependeram de acesso privilegiado aos sistemas da instituição para serem inseridas nas contas das vítimas. A polícia apura ainda a participação dos outros quatro suspeitos presos e o alcance total do esquema.
O BRB anunciou o afastamento preventivo dos três servidores identificados pela operação, medida adotada na mesma terça-feira das prisões. O banco é uma das principais instituições financeiras públicas do país fora do eixo federal — com agências concentradas no DF e em torno do funcionalismo público e de aposentados da região.
O que aposentados precisam fazer agora
Correntistas do BRB que recebam aposentadoria ou pensão devem verificar os extratos dos últimos meses em busca de descontos não reconhecidos — especialmente lançamentos rotulados como “associativo” ou vinculados a entidades desconhecidas. Identificada qualquer irregularidade, o caminho é registrar reclamação nos canais de atendimento do banco e guardar todos os comprovantes das operações questionadas.
Fraude contra aposentados é modalidade crescente no Brasil
Cobranças indevidas em contas de aposentados e pensionistas tornaram-se uma das modalidades de fraude financeira de maior crescimento no país. O Banco Central e o Ministério Público de diferentes estados já conduziram investigações similares envolvendo cobranças associativas não autorizadas — um tipo de golpe que explora a confiança do beneficiário na própria instituição onde recebe seus proventos.
Com sete presos e três servidores afastados, a operação desta terça-feira é a maior ação policial contra fraudes internas no BRB em anos recentes e reabre o debate sobre os mecanismos de controle de instituições financeiras públicas no combate a irregularidades que atingem beneficiários previdenciários em escala.











