terça-feira, junho 23
MERCADO
IBOVESPA 170.648 pts▲ 1,23%DOW JONES 51.748 pts▲ 0,36%NASDAQ 25.727 pts▼ 2,98%S&P 500 7.388 pts▼ 1,50%DÓLAR R$ 5,20▲ 0,78%EURO R$ 5,92▲ 0,35%BITCOIN R$ 324.230▼ 2,75%ETHEREUM R$ 8.611▼ 4,04%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,72%
Publicidade
Economia

Caso PC Farias chega aos 30 anos com processo encerrado e memória dividida

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • PC Farias foi tesoureiro de Collor e personagem central das denúncias políticas do início dos anos 1990
  • Ele e Suzana Marcolino foram encontrados mortos em 1996 na Praia de Guaxuma, em Maceió
  • Documentos reunidos não comprovam decisão final nem trânsito em julgado do processo
  • Coberturas de memória retomam o peso histórico do caso sem definir autoria ou motivação
  • O episódio segue ligado à redemocratização e à disputa pública sobre sua memória jurídica

Trinta anos se completam nesta terça-feira (23) desde que os corpos de Paulo César Farias e Suzana Marcolino foram encontrados na Praia de Guaxuma, em Maceió. O processo judicial aberto para apurar as mortes chegou ao encerramento formal — mas o episódio permanece como um dos capítulos mais disputados da memória política brasileira.

Publicidade

PC Farias foi o tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor e figura central nas denúncias que resultaram no impeachment do presidente em 1992. Seu nome tornou-se sinônimo de uma crise institucional que marcou os primeiros anos da redemocratização. Quatro anos depois, em 1996, ele foi encontrado morto ao lado de Suzana Marcolino no litoral alagoano — circunstâncias que alimentaram décadas de disputa judicial e pública.

Quatro policiais chegaram a júri quase duas décadas depois

O caso levou anos para retornar formalmente ao sistema de Justiça. Em 2013, quatro policiais foram levados a júri popular em Maceió para responder pelas mortes — quando os jurados mais jovens tinham apenas cinco anos de vida no dia em que Farias e Suzana foram encontrados. A demora entre o fato e o julgamento tornou-se, ela mesma, parte do debate nacional sobre o episódio.

Publicidade

Conforme informações divulgadas nesta data comemorativa, o processo chegou ao seu encerramento. O desfecho judicial encerra formalmente um capítulo que durou quase três décadas e manteve o país atento a um dos crimes mais simbólicos da história recente.

A memória que o processo não fecha

A efeméride de 30 anos não reabre o caso — recoloca em pauta um episódio que nunca saiu de circulação. PC Farias condensou, em vida e em morte, o período Collor: a ascensão de uma política de bastidores, a crise moral do início dos anos 1990 e as perguntas sobre poder e responsabilização que a redemocratização brasileira carrega até hoje.

Publicidade

Com o processo encerrado, o 30 anos do caso marca uma fronteira entre o que a Justiça resolveu e o que a memória coletiva ainda processa. Para quem viveu o período Collor, a data é um ponto de chegada tardio. Para as gerações que conheceram o episódio pelos livros de história, é o registro de que política e crime se embaralham quando o personagem central moldou uma era.


Publicidade