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A Record anunciou a volta de “Pica-Pau” à sua programação, recolocando na grade um desenho que não marcou época apenas pela nostalgia, mas também pelo desempenho de audiência. O personagem retorna às manhãs de domingo a partir de 21 de junho de 2026, às 10h30, em uma faixa voltada ao público familiar.
Na história recente da emissora, “Pica-Pau” foi mais do que um desenho reprisado. A partir da segunda metade dos anos 2000, especialmente por volta de 2007, a atração se tornou uma das armas mais eficientes da Record na disputa por audiência, chegando a incomodar concorrentes em diferentes horários.
Desenho chegou a liderar audiência na Record
Com episódios antigos, baixo custo operacional e forte apelo popular, “Pica-Pau” chegou a levar a Record à liderança em algumas ocasiões e ajudou a emissora a consolidar faixas importantes da programação. O desempenho chamava atenção justamente pela simplicidade da fórmula: enquanto concorrentes apostavam em atrações ao vivo, programas infantis e formatos mais caros, o pássaro criado por Walter Lantz seguia entregando bons índices.
O desenho atravessou gerações na TV aberta brasileira. Passou por emissoras como Tupi, SBT e Globo, mas foi na Record que ganhou uma nova fase de popularidade, com reprises constantes e forte identificação com o público. A risada inconfundível, o humor direto e os episódios repetidos à exaustão transformaram o personagem em uma espécie de patrimônio afetivo da televisão.
Saída do ar teve peso comercial
A saída do ar, em 2024, também teve leitura comercial. Os direitos do personagem pertencem à Universal, e o encarecimento das licenças de conteúdos clássicos ajudou a afastar desenhos tradicionais da TV aberta. Em um mercado pressionado por streaming, YouTube e novas formas de consumo infantil, manter animações licenciadas deixou de ser tão simples quanto no passado.
Agora, ao recolocar “Pica-Pau” na grade, a Record aposta em um produto conhecido, familiar e de forte lembrança popular. A decisão mostra que, mesmo em tempos de algoritmo e plataformas sob demanda, certos personagens ainda carregam um valor raro para a TV aberta: audiência, memória afetiva e identificação imediata com o público.















