quinta-feira, junho 18
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Economia

Waymo recolhe 3.871 robotáxis após falha em zonas de obras nos EUA

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Falha pode levar carros autônomos a entrar indevidamente em áreas de obras.
  • Órgão de segurança viária dos EUA informou a correção do sistema.
  • Comunicado não detalha prazo de atualização nem cidades afetadas.
  • É o segundo recall da empresa em pouco mais de um mês.
  • Casos ampliam pressão por regulação da direção autônoma.

A Waymo, subsidiária da Alphabet, abriu nos Estados Unidos um recall de 3.871 robotáxis por uma falha de software que pode direcionar veículos autônomos para zonas de obras em rodovias. O problema foi tratado pela Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos EUA (NHTSA) como risco de segurança.

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A correção envolve uma atualização no sistema usado pelos carros da frota, desenhada para impedir que os veículos entrem indevidamente em áreas sinalizadas para obras. Em um carro convencional, esse tipo de situação exige leitura rápida de cones, faixas provisórias, bloqueios, desvios e trabalhadores na pista. Em um robotáxi, a decisão depende da capacidade do software de interpretar o cenário e escolher uma rota segura sem intervenção humana ao volante.

O recall atinge uma das empresas mais acompanhadas da corrida global por direção autônoma. A Waymo, ligada ao mesmo grupo do Google, opera serviços comerciais de robotáxi em cidades americanas e é vista como referência no setor. Por isso, falhas desse tipo têm peso além da frota afetada: elas alimentam a discussão sobre até que ponto os sistemas autônomos conseguem lidar com situações imprevisíveis do trânsito real.

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Segundo recall em pouco mais de um mês amplia pressão sobre a Waymo

Este é o segundo recall da Waymo em cerca de cinco semanas. Em maio, a empresa já havia recolhido quase 4.000 robotáxis por uma falha ligada à detecção de alagamentos e enchentes no Texas, depois de um veículo entrar em uma área inundada.

Os dois episódios têm naturezas diferentes, mas expõem o mesmo ponto sensível da tecnologia: a leitura de ambientes fora do padrão. No caso de maio, o desafio era reconhecer água acumulada e risco de enchente. Agora, o problema envolve zonas de obras, onde a sinalização pode mudar rapidamente e a rota original pode deixar de ser segura.

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A sequência ocorre em um momento em que montadoras, empresas de tecnologia e reguladores tentam definir padrões de segurança para carros autônomos em operação comercial. Para passageiros, pedestres e motoristas que dividem as vias com esses veículos, a questão central é se o software consegue reagir a exceções sem transformar uma falha de interpretação em risco físico.

Atualização mira risco em rodovias

A medida determinada para os 3.871 veículos é a atualização do software. O objetivo é corrigir a lógica que poderia levar os robotáxis a acessar trechos de obras em rodovias, cenário considerado especialmente delicado pela velocidade das vias e pela presença de trabalhadores, máquinas e desvios temporários.

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A NHTSA não detalhou, no comunicado disponível, quais cidades concentram os veículos afetados nem um prazo público para a conclusão da atualização. O próximo passo prático é a implementação do novo software na frota incluída no recall, enquanto o caso reforça a vigilância regulatória sobre a expansão dos robotáxis nos Estados Unidos.