quarta-feira, junho 17
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Economia

Prévia do PIB avança 0,51% em abril, mas recupera só parte da queda de março

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • IBC-Br voltou a crescer após retração de março, mas recuperou só parte da perda no bimestre.
  • Na comparação anual, o indicador avançou 0,9% ante abril de 2025.
  • Em 12 meses, a prévia do PIB acumula alta de 1,6%, segundo o Banco Central.
  • Serviços, indústria e impostos ajudaram a sustentar o resultado positivo do mês.

A atividade econômica brasileira voltou a crescer em abril, mas sem apagar a perda do mês anterior. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, avançou 0,51% ante março, na série com ajuste sazonal, informou o Banco Central nesta quarta-feira (17).

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O resultado marcou uma recuperação parcial depois da queda de 0,7% registrada em março. A alta também ficou ligeiramente abaixo da estimativa de mercado, que apontava avanço de 0,6% para o mês.

Conhecido como prévia do PIB, o IBC-Br ajuda investidores, empresas e o próprio Banco Central a medir o pulso da economia antes da divulgação oficial do Produto Interno Bruto pelo IBGE. O dado de abril indica que a economia retomou fôlego, mas ainda não mostra uma virada forte o suficiente para eliminar a fraqueza vista no mês anterior.

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Indústria, serviços e impostos puxam o resultado

Na abertura do indicador, a alta de abril foi sustentada por avanços moderados em diferentes frentes. Serviços cresceram 0,3%, a indústria subiu 0,4% e os impostos avançaram 0,3%. A agropecuária ficou estável, com variação de 0,0% no mês.

Essa composição reforça a leitura de uma expansão disseminada, mas sem aceleração expressiva. Serviços têm peso elevado na economia brasileira e costumam dar uma sinalização importante sobre consumo e renda. A indústria, por sua vez, reage mais diretamente a crédito, juros e custos de produção.

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Acumulados ainda mostram crescimento em 2026

Apesar da oscilação mensal, os recortes mais longos continuam no positivo. Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br avançou 0,9%. No acumulado em 12 meses, a alta foi de 1,6%. Nos quatro primeiros meses de 2026, o índice subiu 1,3%.

No trimestre encerrado em abril, o indicador acumula crescimento de 1,2%. Esse dado suaviza o ruído da comparação mês a mês e mostra que a economia ainda carregava expansão no período, mesmo após o tombo de março.

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O PIB oficial, calculado pelo IBGE, cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026. A comparação entre os dois indicadores é acompanhada porque o IBC-Br antecipa tendências, mas não substitui a conta trimestral do instituto, que considera metodologia própria e pode apontar diferenças relevantes.

Dado pesa na leitura sobre juros

O número chega em um momento em que o mercado acompanha de perto os sinais de atividade, inflação e crédito. Com a Selic em 14,5% ao ano, uma economia mais forte pode dificultar o trabalho do Banco Central no controle dos preços; uma atividade mais fraca, por outro lado, reduz parte da pressão sobre a política monetária.

A leitura de abril fica no meio do caminho. O avanço confirma que a economia voltou ao positivo, mas o desempenho abaixo do esperado e a recomposição incompleta da queda de março limitam a força do sinal. Para empresas e investidores, o dado reforça um cenário de crescimento ainda moderado, dependente das próximas leituras mensais e do próximo PIB trimestral do IBGE.