segunda-feira, 20 de julho de 2026
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Decisão da geradora trava 1,5 GW em projetos solares e expõe gargalo de transmissão no setor de renováveis

Atlas congela US$ 1 bi no Brasil e culpa cortes na geração

Decisão da geradora trava 1,5 GW em projetos solares e expõe gargalo de transmissão no setor de renováveis

· 2 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Pressão sobre Aneel e Ministério de Minas e Energia A decisão da Atlas eleva a pressão sobre a Aneel e o Ministério de Minas e Energia para apresentar respostas ao setor.
  • A Atlas Renewable Energy anunciou nesta quarta-feira (3) a suspensão de US$ 1 bilhão em investimentos no Brasil e travou 1,5 GW de capacidade em projetos solares.
  • Em comunicado, o CEO Carlos Barrera afirmou que a retomada da expansão depende do fim do risco de energia gerada e não despachada.
  • Em 28 de julho de 2025, o BNDES aprovou R$ 1 bilhão para a empresa construir 11 usinas fotovoltaicas em Arinos, no noroeste de Minas Gerais, segundo comunicado do banco de fomento.
  • Setor já acumula R$ 38,8 bi paralisados O movimento da Atlas se soma a uma paralisia mais ampla em renováveis.

A Atlas Renewable Energy anunciou nesta quarta-feira (3) a suspensão de US$ 1 bilhão em investimentos no Brasil e travou 1,5 GW de capacidade em projetos solares. A companhia atribuiu a decisão a cortes na geração — os chamados curtailments — que, segundo a empresa, têm chegado a percentuais entre 15% e 25% no sistema elétrico.

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Em comunicado, o CEO Carlos Barrera afirmou que a retomada da expansão depende do fim do risco de energia gerada e não despachada. A Aneel, responsável pela regulação do setor, não se manifestou sobre os percentuais citados pela empresa.

BNDES financiou 11 usinas em Minas Gerais

O recuo ocorre menos de um ano depois de a Atlas receber financiamento público de peso. Em 28 de julho de 2025, o BNDES aprovou R$ 1 bilhão para a empresa construir 11 usinas fotovoltaicas em Arinos, no noroeste de Minas Gerais, segundo comunicado do banco de fomento.

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O BNDES não comentou se o contrato será mantido, suspenso ou repactuado diante do anúncio da geradora. Procurada, a empresa também não detalhou o impacto da decisão sobre o projeto mineiro.

Setor já acumula R$ 38,8 bi paralisados

O movimento da Atlas se soma a uma paralisia mais ampla em renováveis. Em 2 de junho de 2025, a ABEEólica informou que o setor eólico mantinha R$ 38,8 bilhões em investimentos suspensos no Nordeste, em razão de gargalos de transmissão e incerteza regulatória.

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Os dois episódios apontam para o mesmo problema: usinas prontas para gerar que esbarram em uma rede de transmissão incapaz de escoar a energia produzida. O resultado prático é o desligamento programado de parques solares e eólicos em horários de maior produção, o que reduz a receita dos geradores e desestimula novos aportes.

Pressão sobre Aneel e Ministério de Minas e Energia

A decisão da Atlas eleva a pressão sobre a Aneel e o Ministério de Minas e Energia para apresentar respostas ao setor. Investidores estrangeiros cobram um cronograma para a ampliação da rede de transmissão e regras mais claras sobre a compensação dos cortes de geração impostos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Com o congelamento anunciado nesta quarta, a Atlas formaliza o maior recuo individual comunicado por uma geradora estrangeira de renováveis no país em 2026.

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