sábado, 18 de julho de 2026
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Tragédia em Liuyang expõe falhas na supervisão anunciada pelo Ministério de Gestão de Emergências em fevereiro de 2026

Explosão em fábrica de fogos na China deixa 37 mortos e expõe falhas de segurança

Tragédia em Liuyang expõe falhas na supervisão anunciada pelo Ministério de Gestão de Emergências em fevereiro de 2026

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Explosão em fábrica de fogos em Liuyang, na China, deixou 37 mortos e um desaparecido.
  • Governo chinês havia anunciado reforço na fiscalização do setor em fevereiro de 2026.
  • Presidente Xi Jinping determinou investigação, mas causa do acidente ainda é desconhecida.
  • Liuyang concentra 80% da produção chinesa de fogos e tem histórico de tragédias semelhantes.

A explosão em uma fábrica de fogos de artifício em Liuyang, na China, matou 37 pessoas, conforme balanço atualizado nesta sexta-feira (8) pela emissora estatal CCTV. O acidente, ocorrido em 4 de maio, deixou ainda um desaparecido e dezenas de feridos. A tragédia aconteceu apenas três meses após o governo chinês anunciar uma ofensiva para reforçar a segurança no setor.

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O presidente Xi Jinping determinou uma investigação rigorosa sobre as causas, segundo a mídia estatal. Até o momento, as autoridades não confirmaram se a fábrica seguia as novas normas de segurança que entraram em vigor em 2025.

A província de Hunan concentra cerca de 80% da produção nacional de fogos de artifício, e a cidade de Liuyang é o principal polo do setor. O histórico de acidentes na região revela um padrão de tragédias recorrentes.

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Cronologia da tragédia e a resposta oficial

A explosão ocorreu em 4 de maio, mas os primeiros relatos só foram divulgados no dia seguinte por agências internacionais e pela imprensa chinesa. Na ocasião, o número de vítimas fatais era de 26, com estimativas de feridos variando entre 50 e 61, segundo múltiplas fontes.

O balanço foi atualizado apenas em 8 de maio pela CCTV, elevando o total para 37 mortos e confirmando um desaparecido. A causa da explosão permanece desconhecida, e nenhuma detenção foi anunciada até agora.

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“O presidente Xi Jinping determinou uma investigação completa sobre o acidente”, informou a emissora estatal, sem dar detalhes sobre o andamento das apurações.

Fiscalização anunciada e a nova norma ignorada

Em fevereiro de 2026, o Ministério de Gestão de Emergências da China havia anunciado o envio de equipes de inspeção para reforçar a supervisão de segurança “de toda a cadeia” de produção de fogos de artifício, conforme comunicado oficial divulgado pela agência Xinhua.

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O objetivo declarado era “prevenir e controlar vários riscos à segurança” no setor, que historicamente registra acidentes fatais. A medida veio acompanhada da entrada em vigor do novo padrão nacional GB 10631-2025, com requisitos mais rígidos para fabricação e armazenamento, conforme informações da indústria.

A tragédia em Liuyang, três meses depois, levanta dúvidas sobre a efetividade da fiscalização. Em 2025, o governo chinês já havia intensificado inspeções em Hunan, mas o acidente expôs a persistência de falhas.

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Histórico de explosões e alertas ignorados

Liuyang concentra centenas de fábricas de fogos de artifício e já foi palco de outras tragédias. Em 2019, uma explosão em outra unidade da cidade deixou pelo menos 7 mortos. Em 2013, um acidente matou 14 pessoas, conforme registros da mídia estatal chinesa compilados pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A indústria chinesa de fogos já havia sido alvo de críticas específicas no Brasil por falta de controle de qualidade. Em 2005, a importação de fogos chineses gerou um alerta formal na ALMG, quando o então deputado estadual Doutor Viana (PFL) apresentou requerimento cobrando avaliação técnica dos produtos.

“Os fogos de artifício chineses estão entrando no Brasil sem qualquer controle de qualidade, colocando em risco a vida dos mineiros”, declarou Viana à época, conforme registrado nos anais da ALMG. O alerta parlamentar, de duas décadas atrás, ecoa agora diante da explosão de maio de 2026, que expôs a fragilidade da supervisão anunciada pelo governo chinês apenas três meses antes.


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