sábado, 18 de julho de 2026
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Levantamento da Genial/Quaest mostra que indecisos saltaram de 11% para 17%, movimento que pode definir eleições em outubro

Aprovação de Tarcísio cai a 54%, menor índice da série histórica, e indecisos saltam para 17%

Levantamento da Genial/Quaest mostra que indecisos saltaram de 11% para 17%, movimento que pode definir eleições em outubro

· 4 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Aprovação de Tarcísio caiu de 60% para 54% desde agosto de 2025
  • Desaprovação permaneceu estável em 29%, sem crescimento
  • Indecisos saltaram de 11% para 17%, maior alta da série
  • Pesquisa ouviu 1.650 eleitores e tem margem de erro de 2 pontos

A aprovação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atingiu o menor patamar desde o início da série histórica da Genial/Quaest, em 2024. Apenas 54% dos eleitores aprovam a gestão, uma queda de 6 pontos percentuais em relação a agosto de 2025, quando o índice era de 60%. O dado mais revelador, porém, é o salto dos indecisos de 11% para 17%, enquanto a desaprovação permaneceu estável em 29%.

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O levantamento, divulgado em 29 de abril, ouviu 1.650 eleitores entre os dias 23 e 27 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é SP-03583/2026.

A pesquisa foi encomendada pelo Banco Genial e faz parte de uma série que avalia periodicamente governos estaduais. A Quaest utiliza entrevistas presenciais com questionários estruturados e estratificação por região, gênero, idade e escolaridade.

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Erosão do apoio sem migração para rejeição

A queda de 6 pontos na aprovação não se converteu em aumento da desaprovação, que segue em 29%, conforme os dados. O movimento foi todo absorvido pelo grupo dos que não souberam ou não quiseram responder, que saltou de 11% para 17%. Isso indica que parte do eleitorado que antes apoiava Tarcísio agora está em compasso de espera.

“O governador segue com aprovação majoritária, mas o crescimento dos que não sabem avaliar indica um eleitorado em espera, que pode ser decisivo em outubro”, afirmou Felipe Nunes, diretor da Quaest, em nota divulgada pelo instituto. A fala reforça o caráter volátil desse segmento, que não rejeita a gestão, mas já não a endossa.

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Para o campo governista, o dado acende um alerta. Em janeiro de 2026, a Forbes reportou que Tarcísio estava a apenas 5 pontos percentuais de Lula em um eventual segundo turno presidencial. A nova fotografia, contudo, sugere que a imagem do governador sofreu desgaste nos últimos meses.

Metodologia e comparação histórica

A pesquisa Genial/Quaest tem metodologia consolidada e permite comparação direta com medições anteriores. Em agosto de 2025, a aprovação era de 60%, e agora caiu para 54%, o menor índice da série iniciada em 2024. A desaprovação, por outro lado, oscilou dentro da margem de erro, mantendo-se em 29%.

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O instituto ouviu 1.650 eleitores em todas as regiões do estado, com controle de cotas para garantir representatividade. A margem de erro de 2 pontos percentuais e o nível de confiança de 95% são padrão em pesquisas eleitorais. O registro no TSE (SP-03583/2026) atende às exigências legais para divulgação.

A estabilidade da rejeição é um ponto que o governo pode explorar. Diferentemente de outras gestões que viram a desaprovação crescer junto com a queda da aprovação, Tarcísio mantém uma base fiel. O desafio, agora, é reconquistar os indecisos antes que migrem para a oposição.

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Impacto nas eleições de 2026

A poucos meses das eleições estaduais, a desidratação da popularidade de Tarcísio pode afetar sua capacidade de transferência de votos. Embora a pesquisa não meça intenção de voto, o crescimento dos indecisos é um sinal de que o eleitorado está mais exigente ou menos mobilizado.

Em janeiro, levantamento da Real Time Big Data apontava Tarcísio com 61% de aprovação, um patamar bem superior ao atual. A comparação, embora entre institutos diferentes, sugere uma tendência de queda. A Quaest, no entanto, é a única a oferecer uma série histórica contínua para o governo paulista.

O cenário impõe desafios à estratégia do governador, que precisará reverter a erosão de sua imagem para manter influência nas urnas. A base fiel de 29% que desaprova a gestão é um piso para a oposição, mas o bloco de 17% de indecisos é o que realmente pode definir o pleito, segundo analistas.


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