O Assaí registrou lucro líquido de R$ 86 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 46,7% na comparação anual, segundo a rede de atacarejo. O resultado veio 26% abaixo do esperado por analistas, conforme apurou a VEJA.
O desempenho reflete o aperto financeiro das famílias brasileiras, que reduziram o consumo no varejo alimentar. A empresa atribui o tombo a três fatores: endividamento das famílias, crescimento das apostas online e queda nos preços dos alimentos.
O movimento escancara um cenário adverso para o setor. Com juros altos e inflação pressionando o bolso, a renda disponível encolheu, e as apostas online passaram a desviar recursos que antes iam para as compras no supermercado.
Forças que pressionam o resultado
O lucro líquido do Assaí despencou 46,7% no primeiro trimestre de 2026, para R$ 86 milhões, segundo balanço divulgado pela companhia. O resultado ficou 26% abaixo das expectativas do mercado, conforme a VEJA. A performance é um reflexo direto da situação financeira das famílias brasileiras.
Três fatores explicam a queda, de acordo com a empresa. O primeiro é o endividamento das famílias, que comprime o poder de compra. O segundo é o crescimento das apostas online, que desviam renda do consumo tradicional. O terceiro é a queda nos preços dos alimentos, que comprime as margens do setor.
Segundo analistas, o cenário deve se manter nos próximos meses, pressionando ainda mais o varejo de alimentos. A combinação de juros altos e inflação persistentes dificulta uma recuperação rápida.
Perspectivas para o Assaí e o varejo
Reverter a tendência é um desafio, segundo a companhia. O cenário macroeconômico segue adverso, com juros altos e inflação pressionando o bolso do consumidor. Em comunicado, a empresa aponta que a saída passa por ganhos de eficiência operacional e renegociação de dívidas.
O setor de atacarejo, porém, continua sob pressão da concorrência acirrada e da mudança de hábitos de consumo. As apostas online desviam renda que antes ia para o supermercado, fenômeno que não deve arrefecer no curto prazo.
O próximo passo será monitorar se o Assaí conseguirá se adaptar a esse novo cenário sem comprometer ainda mais as margens. A rede, que vinha de expansão agressiva, agora precisa lidar com uma demanda mais fraca e um consumidor mais cauteloso.











