sábado, 18 de julho de 2026
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Preço do chocolate na Páscoa não vai cair apesar da queda do cacau

· 2 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Apesar da queda de 30% no preço do cacau, ovos de Páscoa não ficarão mais baratos. Produtores capixabas apostam em inovação com frutas da Mata Atlântica.
  • Envolvidos: Maíra Chagas Welerson, Sindicato da Indústria de Produtores de Cacau e Balas do Espírito Santo, Marcos Rediguieri

Apesar de o preço do cacau ter registrado uma queda expressiva de 30% no início de 2026, o consumidor final não deve sentir alívio no bolso na hora de comprar os ovos de Páscoa. O motivo está na dinâmica de funcionamento da própria indústria de chocolates.

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Maíra Chagas Welerson, presidente do Sindicato da Indústria de Produtores de Cacau e Balas do Espírito Santo (Sindicacau), explica que o setor trabalha com a compra de matéria-prima antecipada por meio de contratos futuros. “O chocolate que está nas prateleiras hoje foi produzido com amêndoas compradas quando o preço estava no pico, cerca de 30% mais caro”, detalha.

Para se ter uma ideia do sobe e desce do mercado — impulsionado pela crise climática de 2024 —, a saca da amêndoa chegou a bater R$ 3,5 mil em fevereiro de 2025. Hoje, o valor despencou para menos de R$ 1 mil. Essa queda abrupta, embora pareça boa para a indústria, acaba gerando prejuízos imensos para o produtor rural, que muitas vezes não consegue cobrir os custos do cultivo.

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Inovação no campo para driblar a crise

Sem margem para baixar os preços, a saída para muitos produtores tem sido agregar valor de forma artesanal. É o caso de Marcos Rediguieri, produtor e empresário de Santa Teresa (ES).

Para tentar impulsionar as vendas em 15% nesta Páscoa, ele apostou na inclusão de frutas exóticas da Mata Atlântica em suas receitas. Ingredientes como jaca, kiwi, manga, jabuticaba e até castanha de sapucaia foram incorporados aos ovos tradicionais.

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A fábrica familiar utiliza cacau fino da variedade Parazinho, cultivado na própria fazenda de Rediguieri desde 2012. Com o aprimoramento genético das plantas para resistir a pragas, a propriedade hoje processa cerca de 1,5 tonelada de cacau por ano, transformando o insumo em 3 toneladas de chocolate premium.

Para o consumidor comum, a lição que fica neste feriado é clara: a inovação e os produtos artesanais ganham destaque em um ano onde o chocolate industrializado continuará pesando no orçamento.

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