quarta-feira, julho 1
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Pacote com a PowerChina envolve três lotes da UFN-3, em Três Lagoas, obra paralisada desde 2014 e estratégica para fertilizantes.

Nova Engevix vence contratos de R$ 1,8 bi para retomar fábrica da Petrobras

Pacote com a PowerChina envolve três lotes da UFN-3, em Três Lagoas, obra paralisada desde 2014 e estratégica para fertilizantes.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • A disputa conhecida cobre 3 dos 11 lotes previstos para a UFN-3.
  • A Petrobras ainda não informou o custo total atualizado da retomada.
  • Também faltam contrato final, escopo dos lotes e cronograma da obra.
  • A unidade de Três Lagoas está paralisada desde 2014 e tem 81% da estrutura concluída.

A Nova Engevix, em parceria com a PowerChina, venceu contratos de R$ 1,8 bilhão para a retomada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, a UFN-3, da Petrobras, em Três Lagoas (MS). O pacote envolve três lotes da obra e marca um novo avanço na tentativa da estatal de concluir uma das maiores estruturas industriais paradas do país.

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A unidade está paralisada desde 2014, quando já tinha cerca de 81% da estrutura concluída. A retomada recoloca a Petrobras no centro da política de fertilizantes, área considerada sensível pelo governo federal por causa da dependência brasileira de insumos importados usados no agronegócio.

Contratos destravam parte da obra

Os R$ 1,8 bilhão atribuídos à Nova Engevix e à PowerChina cobrem três lotes da retomada da UFN-3. O número é relevante para a cadeia de engenharia, montagem industrial e fornecedores, mas ainda não representa, sozinho, o custo integral de conclusão da fábrica.

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A referência de R$ 5 bilhões já apareceu no plano de retomada da unidade, mas a conta final depende da divisão dos demais pacotes, dos prazos de execução e do escopo contratado em cada etapa. Na prática, a contratação anunciada destrava uma parte importante do projeto, sem encerrar o orçamento total da obra.

Fábrica mira dependência de fertilizantes

A UFN-3 tem peso estratégico porque fertilizantes nitrogenados entram diretamente na formação de custos da produção agrícola. O Brasil depende de importações para abastecer parcela relevante da demanda do campo, o que torna o setor vulnerável a choques de preço, câmbio e oferta internacional.

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Ao retomar a fábrica de Três Lagoas, a Petrobras busca recompor presença em uma área que havia perdido espaço nos últimos anos. Para o governo, o projeto conversa com a agenda de soberania em insumos agrícolas; para o mercado, a pergunta central é quanto a unidade poderá produzir e em que prazo essa oferta chegará ao sistema.

Próxima etapa define prazo e alcance

A formalização dos contratos deve definir o escopo de cada lote, as obrigações das empresas e o cronograma de execução. Esses pontos serão decisivos para medir o impacto da retomada sobre fornecedores, empregos locais e investimentos industriais em Mato Grosso do Sul.

Por ora, o fato concreto é que a Nova Engevix e a PowerChina assumem uma fatia de R$ 1,8 bilhão da retomada da UFN-3. A conclusão da fábrica dependerá da contratação e execução dos demais pacotes previstos para levar a unidade paralisada desde 2014 de volta ao plano produtivo da Petrobras.


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