A Nova Engevix, em parceria com a PowerChina, venceu contratos de R$ 1,8 bilhão para a retomada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, a UFN-3, da Petrobras, em Três Lagoas (MS). O pacote envolve três lotes da obra e marca um novo avanço na tentativa da estatal de concluir uma das maiores estruturas industriais paradas do país.
A unidade está paralisada desde 2014, quando já tinha cerca de 81% da estrutura concluída. A retomada recoloca a Petrobras no centro da política de fertilizantes, área considerada sensível pelo governo federal por causa da dependência brasileira de insumos importados usados no agronegócio.
Contratos destravam parte da obra
Os R$ 1,8 bilhão atribuídos à Nova Engevix e à PowerChina cobrem três lotes da retomada da UFN-3. O número é relevante para a cadeia de engenharia, montagem industrial e fornecedores, mas ainda não representa, sozinho, o custo integral de conclusão da fábrica.
A referência de R$ 5 bilhões já apareceu no plano de retomada da unidade, mas a conta final depende da divisão dos demais pacotes, dos prazos de execução e do escopo contratado em cada etapa. Na prática, a contratação anunciada destrava uma parte importante do projeto, sem encerrar o orçamento total da obra.
Fábrica mira dependência de fertilizantes
A UFN-3 tem peso estratégico porque fertilizantes nitrogenados entram diretamente na formação de custos da produção agrícola. O Brasil depende de importações para abastecer parcela relevante da demanda do campo, o que torna o setor vulnerável a choques de preço, câmbio e oferta internacional.
Ao retomar a fábrica de Três Lagoas, a Petrobras busca recompor presença em uma área que havia perdido espaço nos últimos anos. Para o governo, o projeto conversa com a agenda de soberania em insumos agrícolas; para o mercado, a pergunta central é quanto a unidade poderá produzir e em que prazo essa oferta chegará ao sistema.
Próxima etapa define prazo e alcance
A formalização dos contratos deve definir o escopo de cada lote, as obrigações das empresas e o cronograma de execução. Esses pontos serão decisivos para medir o impacto da retomada sobre fornecedores, empregos locais e investimentos industriais em Mato Grosso do Sul.
Por ora, o fato concreto é que a Nova Engevix e a PowerChina assumem uma fatia de R$ 1,8 bilhão da retomada da UFN-3. A conclusão da fábrica dependerá da contratação e execução dos demais pacotes previstos para levar a unidade paralisada desde 2014 de volta ao plano produtivo da Petrobras.











