quarta-feira, julho 1
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Política

Mendonça aciona PGR sobre financiamento de Dark Horse, filme de Bolsonaro

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Notícia-crime foi apresentada por Lindbergh Farias, deputado do PT do Rio.
  • PGR deve dizer se há elementos mínimos para apuração formal no Supremo.
  • Pedido cita repasses atribuídos a Daniel Vorcaro ao projeto do filme.
  • Flávio e Eduardo Bolsonaro são mencionados na solicitação enviada ao STF.
  • Documentos disponíveis não trazem despacho integral nem comprovantes bancários.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, enviou à Procuradoria-Geral da República o pedido de investigação sobre o financiamento de Dark Horse, filme ligado a Jair Bolsonaro. A decisão leva a PGR a dizer se vê elementos para transformar a notícia-crime em apuração formal no Supremo.

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O pedido foi apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e mira repasses atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o projeto cinematográfico. A petição também menciona Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, mas a remessa feita por Mendonça não significa abertura de investigação contra os citados.

A diferença é decisiva. Nesta fase, o Supremo apenas encaminha a notícia-crime ao órgão responsável por avaliar a viabilidade penal do caso. Cabe à PGR pedir diligências, defender a abertura de inquérito, propor outra medida processual ou concluir que não há elementos mínimos para avançar.

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PGR fica com a palavra antes de eventual inquérito

A movimentação coloca o caso em uma etapa preliminar, mas politicamente sensível. Dark Horse é apresentado como uma obra sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, e o questionamento levado ao STF trata da origem e da finalidade dos recursos destinados ao filme.

Na notícia-crime, Lindbergh sustenta que os repasses ligados a Vorcaro precisam ser examinados pela Procuradoria. O deputado também aponta suspeitas sobre possível uso de influência política e sobre a destinação de recursos relacionados ao entorno familiar do ex-presidente. Essas alegações, por ora, dependem da avaliação da PGR para ganhar consequência jurídica no Supremo.

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O caso chegou a Mendonça por conexão com temas envolvendo o Banco Master, que já aparecem sob sua relatoria no STF. Essa vinculação ajuda a explicar a remessa ao gabinete do ministro, depois de o assunto ter passado pelo circuito interno da Corte.

Filme amplia pressão sobre entorno de Bolsonaro

A controvérsia mistura três frentes: o financiamento privado de uma obra com forte conteúdo político, a presença de um banqueiro sob escrutínio em outros processos e a citação de filhos de Jair Bolsonaro em uma petição criminal. É essa combinação que dá peso ao envio do pedido à Procuradoria.

Para a defesa dos citados, a etapa atual também importa: não há, com a remessa, uma acusação formal apresentada pela PGR nem um inquérito instaurado por decisão do Supremo. O que existe é uma provocação ao órgão acusador para que ele diga se há base jurídica para avançar.

A próxima decisão prática está nas mãos da Procuradoria-Geral da República. Se a PGR pedir a abertura de investigação, o caso volta ao Supremo para análise de Mendonça. Se entender que faltam elementos, a notícia-crime pode perder força antes de virar procedimento formal.


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