Tarcísio de Freitas mantém vantagem sobre Fernando Haddad na disputa pelo governo de São Paulo, mas a distância entre os dois diminuiu no cenário de segundo turno divulgado nesta sexta-feira (19). O governador aparece com 51,4%, contra 37,9% do ministro da Fazenda, diferença de 13,5 pontos percentuais.
O recorte do Paraná Pesquisas preserva a liderança de Tarcísio e, ao mesmo tempo, dá munição a leituras distintas dentro do tabuleiro de 2026: para aliados do governador, o dado confirma uma dianteira ainda ampla; para o campo de Haddad, a redução da distância sinaliza espaço para crescimento em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
No primeiro turno, Tarcísio marca 45,6%, enquanto Haddad registra 34,1%. A diferença é de 11,5 pontos percentuais. A margem de erro informada é de 2,5 pontos, o que mantém o governador numericamente à frente nos dois cenários divulgados.
Distância menor não muda a liderança de Tarcísio
A comparação com a rodada anterior citada na divulgação mostra uma queda moderada na vantagem de Tarcísio no segundo turno. Em maio, ele aparecia com 52,7%, e Haddad tinha 37,6%. Agora, o governador recua 1,3 ponto percentual, enquanto o ministro avança 0,3 ponto.
Esse movimento reduz a diferença entre os dois, mas não aproxima Haddad de um empate numérico. A distância de 13,5 pontos segue muito acima da margem de erro informada para a pesquisa, o que impede tratar o resultado como virada no cenário paulista.
A leitura mais segura é a de uma liderança mantida com perda de fôlego na comparação direta. O dado importa porque Tarcísio e Haddad concentram, hoje, duas forças nacionais em disputa: o governador é um dos principais nomes da centro-direita, enquanto o ministro da Fazenda é uma das figuras mais conhecidas do PT em São Paulo.
São Paulo pesa na eleição nacional de 2026
A disputa pelo Palácio dos Bandeirantes costuma ter impacto além das fronteiras paulistas. São Paulo reúne o maior eleitorado do Brasil, concentra a principal vitrine administrativa estadual do país e influencia negociações partidárias nacionais.
Para Tarcísio, aparecer à frente em São Paulo ajuda a sustentar capital político dentro da direita e do Republicanos. Para Haddad, reduzir a diferença contra um governador em exercício reforça sua presença no debate paulista, mesmo em um cenário ainda desfavorável nos números.
O teste, porém, não transforma nenhum dos dois em candidato formal. As chapas de 2026 ainda dependem de convenções partidárias, alianças estaduais, estratégia nacional das legendas e do calendário eleitoral.
Recorte divulgado limita comparações mais amplas
A margem de erro informada para o levantamento é de 2,5 pontos percentuais. Os recortes divulgados publicamente não trazem, na mesma apresentação, todos os detalhes de contratante, período de entrevistas, tamanho da amostra, método de coleta e lista completa de nomes testados.
Sem esses elementos reunidos, a comparação deve ficar restrita aos cenários equivalentes já divulgados. Ainda assim, o quadro central é claro: Tarcísio continua liderando Haddad em São Paulo, enquanto a diferença menor recoloca a disputa estadual no centro das articulações para 2026.











