sábado, junho 13
Publicidade
Esporte

Textor processa presidente do Botafogo nos EUA e pede US$ 400 milhões

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A ação foi anexada ao processo contra a Eagle Bidco, atual controladora da SAF do clube carioca.
  • Textor pede à Justiça americana o reconhecimento como proprietário de 90% das ações da SAF.
  • O empresário foi afastado do comando em meio a disputa societária intensificada em 2025.
  • A mudança de estratégia para o foro americano cria novo capítulo na disputa pelo controle do Botafogo.
  • O clube conquistou Libertadores e Brasileiro em 2024 sob gestão do empresário americano.

John Textor abriu uma nova frente na disputa pelo controle da SAF do Botafogo. O empresário americano incluiu o presidente do clube, João Paulo Magalhães, e o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro como réus em uma ação na Justiça da Flórida e pede mais de US$ 400 milhões, cerca de R$ 2 bilhões, por suposta interferência em seus negócios.

Publicidade

Os documentos foram anexados nesta quinta-feira (12) ao processo movido contra a Eagle Bidco, atual controladora da SAF botafoguense. Na ação, Textor tenta fazer com que a corte americana reconheça que ele ainda detém 90% das ações da sociedade anônima do futebol do clube.

O pedido de indenização é uma alegação do empresário e ainda não passou por julgamento de mérito. A inclusão de dirigentes e ex-dirigentes do Botafogo amplia o alcance da briga, que até então se concentrava na disputa societária em torno da SAF e na perda de influência de Textor sobre o futebol alvinegro.

Ação nos EUA vem após derrota no Rio

O movimento nos Estados Unidos ocorreu um dia depois de a Justiça do Rio de Janeiro extinguir o processo em que Textor discutia as ações da SAF do Botafogo. Com a derrota no foro fluminense, o empresário desloca parte da disputa para a Justiça americana, onde tenta sustentar que continua com direitos sobre a participação majoritária na sociedade.

A briga ganhou força depois que o Botafogo assinou um acordo vinculante para a venda de ações da SAF. O contrato original ligado à operação havia sido firmado em novembro de 2022, no valor de US$ 24 milhões, dentro do modelo que levou Textor ao comando do futebol alvinegro.

Publicidade

Desde então, a relação entre o investidor e a estrutura política do clube se deteriorou. João Paulo Magalhães passou a apontar publicamente problemas financeiros herdados da gestão de Textor, incluindo dívidas acumuladas e punições impostas pela Fifa. O empresário, por sua vez, tenta recuperar espaço no controle da SAF e responsabiliza adversários na disputa pelo prejuízo que diz ter sofrido.

Disputa envolve dinheiro, controle e legado esportivo

O caso tem peso porque mistura uma cobrança bilionária, a governança de uma SAF e o futuro de um dos clubes de maior torcida do país. Sob a gestão de Textor, o Botafogo conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro em 2024, mas a crise societária transformou o período de títulos em uma disputa sobre dívidas, poder de decisão e responsabilidade financeira.

A controvérsia também passou por tribunal arbitral, sem encerrar o impasse. Agora, a ação na Flórida coloca a disputa em uma jurisdição internacional e pode testar os limites de contratos firmados entre clubes brasileiros, investidores estrangeiros e empresas que controlam participações em SAFs.

O processo americano está em fase inicial. Não há decisão sobre o pedido de indenização nem sobre a tese de Textor de que ele continua dono de 90% da SAF. O Botafogo ainda não divulgou uma manifestação oficial sobre a inclusão de João Paulo Magalhães e Carlos Augusto Montenegro como réus.

Publicidade