Sem a Itália na Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva, os torcedores italianos escolheram o Brasil como a seleção estrangeira preferida para acompanhar no torneio de 2026. Pesquisa do Instituto SWG, divulgada na Itália, mostra a equipe comandada por Carlo Ancelotti na liderança das preferências, com índice entre 17% e 20%.
A Espanha aparece logo atrás, com 16%, em uma disputa apertada pela simpatia de um público acostumado a ver a própria seleção entre as protagonistas do futebol mundial. A Argentina, atual campeã do mundo, soma 10% das menções. O levantamento ouviu 800 pessoas pela internet entre 3 e 5 de junho.
O resultado mistura frustração e interesse. Segundo a pesquisa, 75% dos italianos dizem se sentir tristes e nostálgicos com a ausência da Azzurra, mas 59% afirmam que ainda pretendem acompanhar a Copa. Há também uma parcela expressiva de distanciamento: 35% não indicaram uma seleção para torcer, enquanto 19% disseram que não vão acompanhar o Mundial.
Ancelotti pesa na simpatia pelo Brasil
A presença de Ancelotti no banco brasileiro ajuda a explicar o interesse. Italiano, vencedor nas principais ligas europeias e um dos técnicos mais prestigiados do futebol mundial, ele assumiu a seleção brasileira com a missão de recolocar o país no centro da disputa pelo título. A pesquisa não separa o peso exato do treinador na escolha dos entrevistados, mas o vínculo é evidente: a Itália fica fora de campo, enquanto um de seus nomes mais vitoriosos lidera uma das camisas mais tradicionais da Copa.
O Brasil também carrega um apelo histórico que costuma atravessar fronteiras. Maior campeão mundial, com cinco títulos, o país chega ao torneio sob atenção renovada justamente pela combinação entre tradição, cobrança por retomada e comando estrangeiro. Para os italianos, a seleção brasileira oferece uma alternativa afetiva em uma Copa marcada pela ausência da Azzurra.
Itália vive ausência inédita em Copas
A Itália não disputa uma Copa desde 2014, quando caiu ainda na fase de grupos no Mundial do Brasil. Depois, ficou fora das edições de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar. A nova ausência em 2026 aprofunda uma crise rara para uma seleção tetracampeã mundial, vencedora em 1934, 1938, 1982 e 2006.
O torneio de 2026 é disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México. Para a torcida italiana, a Copa começa sem a camisa azul em campo, mas com um motivo familiar para olhar para o Brasil: Ancelotti transforma a seleção brasileira em uma espécie de segunda casa possível para parte dos órfãos da Azzurra.











