A FIFA anunciou nesta sexta-feira (5) que vai pagar, no mínimo, US$ 5 mil por dia por jogador convocado para as seleções durante a Copa do Mundo de 2026. A compensação vai para os clubes e busca cobrir parte do impacto financeiro da ausência temporária desses atletas em seus elencos.
O repasse faz parte do Programa de Benefícios aos Clubes, mecanismo criado para ressarcir equipes que cedem jogadores à seleção. No ciclo 2026, a entidade prevê US$ 355 milhões para o programa, 70% acima do ciclo anterior, o que muda o planejamento de caixa de clubes com muitos convocados.
Flamengo e Palmeiras puxam o volume de repasses
Com o piso divulgado, o Flamengo, que tem 9 convocados, pode receber cerca de US$ 45 mil por dia, na casa de R$ 220 mil a R$ 230 mil conforme a cotação. O Palmeiras, com 7 nomes, fica perto de US$ 35 mil diários. No total, a Série A registra 32 jogadores convocados.
Com isso, o Brasil entra como um dos mercados mais impactados, já que a concentração de atletas em seleção aumenta o fluxo de indenização justamente nos clubes maiores do campeonato.
Como funcionará o fundo de US$ 355 milhões
Dentre os US$ 355 milhões, US$ 250 milhões foram vinculados à Copa e US$ 100 milhões às Eliminatórias, com parte residual ainda sem detalhamento público final. A metodologia completa ainda não está publicada e define quantos dias e quais fatores elevam o pagamento acima do piso. Até lá, as diretorias já usam a referência mínima para ajustar folha e caixa até o calendário da Copa.









