A Geórgia abriu nesta quinta-feira (4) uma adega subterrânea em Tbilisi com milhares de garrafas de vinho dos séculos XIX e XX e iniciou os preparativos para um leilão internacional cujo resultado deve financiar uma escola de enologia no país.
O governo georgiano, apontado como proprietário do acervo, conduz a abertura do cofre histórico. As estimativas em circulação variam de 20 mil a 40 mil garrafas, sem inventário consolidado, data marcada para o leilão nem valor total estimado.
Parte das garrafas é descrita como ligada a Josef Stalin, nascido na Geórgia, e a coleções confiscadas dos czares russos durante o período soviético. O vínculo de rótulos do conjunto com Napoleão Bonaparte é tratado como suposto e ainda carece de confirmação documental pública.
Adega guarda rótulos atribuídos a Stalin e a czares russos
A fábrica e o depósito subterrâneo de Tbilisi remontam ao século XIX, período ao qual pertencem as garrafas mais antigas, com até cerca de 200 anos. Segundo o material divulgado sobre o caso, parte do conjunto permaneceu décadas escondida na adega, fora do circuito comercial.
A Geórgia é tradicionalmente descrita como um dos berços mundiais do vinho, com produção que remonta a milênios — dado que ajuda a explicar o peso cultural atribuído ao acervo agora exposto e o interesse internacional pela operação de venda.
Leilão depende de inventário, data e regras de exportação
As próximas etapas verificáveis são a publicação do inventário oficial, a definição do número final de garrafas e o calendário do leilão internacional. Sem esses dados, não é possível afirmar o tamanho exato do acervo nem projetar a arrecadação prometida à futura escola de enologia.
Também seguem sem detalhamento público as eventuais regras de exportação, os critérios de preservação e a classificação cultural das garrafas. O formato de repasse dos recursos arrecadados ao projeto educacional depende de anúncio oficial do governo georgiano.











