sábado, 18 de julho de 2026
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Estudo italiano apresentado na ASCO 2026 indica queda de 76% no risco, mas amostra e metodologia ainda não foram detalhadas em publicação revisada por pares.

Dieta, exercício e vitamina D associam-se a menos recidiva de câncer de mama

Estudo italiano apresentado na ASCO 2026 indica queda de 76% no risco, mas amostra e metodologia ainda não foram detalhadas em publicação revisada por pares.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Pesquisa italiana cita dieta mediterrânea, exercícios e vitamina D como parte da intervenção.
  • Resultado foi apresentado na ASCO 2026, congresso com cerca de 45 mil especialistas em Chicago.
  • Achado ainda depende de publicação completa com amostra, método e afiliação do autor principal.
  • Evidências sobre estilo de vida são vistas como complemento, não substituto do tratamento oncológico.
  • INCA estima mais de 70 mil novos casos de câncer de mama por ano no Brasil.

Pacientes com câncer de mama que combinaram dieta mediterrânea, exercícios físicos e suplementação de vitamina D apresentaram redução de 76% no risco de recidiva, segundo estudo italiano apresentado nesta quarta-feira (3) na ASCO 2026, em Chicago. O dado ainda não foi publicado em periódico revisado por pares.

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O resultado tem peso porque desloca parte do debate sobre câncer de mama para intervenções de estilo de vida, sem substituir o tratamento oncológico. Para sustentar a magnitude do efeito, porém, faltam ainda amostra, desenho metodológico e afiliação do autor principal — informações que dependem da publicação científica completa.

A edição de 2026 da ASCO foi aberta na segunda-feira (1º) e reúne cerca de 45 mil especialistas em Chicago. No mesmo bloco de evidências, outro trabalho discutido no encontro associou a prática regular de exercícios à redução de 37% na mortalidade entre pacientes em remissão, reforçando o eixo de prevenção secundária.

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O que dizem as referências consolidadas

A relação entre alimentação, atividade física e câncer é monitorada há décadas. O World Cancer Research Fund (WCRF) e o American Institute for Cancer Research (AICR) publicam relatórios periódicos desde 1997, e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) adaptou essas recomendações ao contexto brasileiro.

No documento sobre dieta, nutrição, atividade física e câncer, o INCA registra que sua área técnica atua na “promoção do reconhecimento social da relação entre alimentação, nutrição, atividade física e desenvolvimento do câncer”. A formulação não equivale a promessa individual de prevenção ou cura, e o próprio instituto reforça que recomendações populacionais não substituem conduta clínica.

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No Brasil, o câncer de mama é o tumor mais incidente em mulheres, com estimativa do INCA de mais de 70 mil novos casos por ano. Pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-Unesp) sobre vitamina D associada à quimioterapia, divulgada em 2025, é uma das frentes nacionais que dialogam com o achado italiano.

O que ainda falta para o estudo virar conduta

O próximo marco confirmado em território nacional é o Simpósio Câncer de Mama Campinas, marcado para 18 e 19 de junho de 2026, no interior de São Paulo. A programação prevê a presença de autor de pesquisa internacional, oportunidade em que parte dos dados ainda inéditos pode ser detalhada.

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A principal lacuna, neste momento, é documental: faltam a publicação revisada por pares do estudo italiano, o detalhamento da amostra e a metodologia completa. Esses pontos são decisivos para avaliar se o efeito de 76% se sustenta fora da coorte italiana original e se pode ser replicado em populações brasileiras.

Até que esses elementos venham a público, o achado funciona como hipótese robusta para a oncologia, mas não autoriza recomendação clínica individual fora do acompanhamento médico. A próxima checagem verificável será a divulgação integral do estudo ou sua aceitação em periódico científico.

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