quarta-feira, junho 3
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Automóveis e Veículos

Geely confirma produção do EX2 no Paraná até o fim de 2026

Hatch elétrico será montado no Complexo Ayrton Senna após seis meses de vendas e fila de espera de até 90 dias.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Modelo era importado e teve nacionalização acelerada após vendas fortes no Brasil
  • Montagem ocorrerá dentro da joint venture criada entre Renault e Geely
  • EX5 EM-i já estava previsto para produção local no mesmo complexo
  • Empresa ainda não informou investimento, empregos nem índice de nacionalização

A Geely vai produzir o hatch elétrico EX2 no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), até o fim de 2026. O anúncio antecipa um passo industrial que não estava no plano original do modelo, lançado no Brasil em novembro de 2025.

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A nacionalização foi confirmada pelo presidente da Renault Geely no Brasil, Ariel Montenegro, e amplia a operação da joint venture criada para fabricar modelos chineses na estrutura da Renault no Paraná. O EX2 passa a ser o segundo veículo da parceria com produção local anunciada, depois do SUV híbrido EX5 EM-i, único previsto no plano inicial.

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A aceleração do calendário industrial responde ao desempenho comercial: o EX2 somou 4.321 emplacamentos em maio de 2026 e acumulou fila de espera de até 90 dias desde o lançamento. Na China, o modelo vendeu mais de 460 mil unidades em 2025.

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A empresa ainda não divulgou valor de investimento, número de empregos, índice de nacionalização de componentes nem cronograma de início da linha. Também não há indicação de impacto sobre os preços atuais — R$ 123.800 no EX2 Pro e R$ 136.800 no EX2 Max.

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Por que o EX2 entrou na linha da Renault

A decisão de fabricar o hatch no Brasil foi tomada em março de 2026, quatro meses depois do lançamento comercial, segundo a linha do tempo do dossiê. A confirmação pública ocorreu em 2 de junho, com prazo de montagem fixado para o fim de 2026 no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais.

O EX2 é construído sobre a plataforma GEA, sigla para Global Intelligent Electric Architecture, tem tração traseira, motor de 116 cv e autonomia de 289 km homologada pelo Inmetro. A configuração hoje importada deve servir de base para a versão nacional.

O que ainda falta para a produção do EX2

O compromisso verificável é o prazo de fabricação nacional até o fim de 2026 no Complexo Ayrton Senna, unidade que abriga as linhas da Renault e agora as da joint venture com a Geely. O EX2 entra como o segundo modelo da parceria com produção confirmada, depois do EX5 EM-i.

Os próximos pontos dependem de comunicação oficial: data de partida da linha, volume inicial, lista de componentes nacionalizados e eventual revisão de preços ao consumidor. Sem esses dados, o anúncio fixa o cronograma, mas não define a escala da operação paranaense.