sábado, 18 de julho de 2026
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Linha com juros de 9% ao ano e garantia do FGO mira profissionais de baixa renda inscritos no CadÚnico e Cadastur, mas prioridade ao Nordeste é questionada.

Nordeste: Governo injeta R$ 100 milhões em MEIs do turismo do CadÚnico a 9 meses da eleição

Linha com juros de 9% ao ano e garantia do FGO mira profissionais de baixa renda inscritos no CadÚnico e Cadastur, mas prioridade ao Nordeste é questionada.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Linha de R$ 100 milhões oferece até R$ 21 mil por MEI, com juros de 9% ao ano.
  • Exigência dupla: inscrição no CadÚnico e no Cadastur para acessar o crédito.
  • Inicialmente restrita ao Nordeste, operada pelo Banco do Nordeste.
  • Governo já liberou R$ 826 milhões do Fungetur em 2026 para o turismo.

O governo federal lançou uma linha de crédito de R$ 100 milhões para microempreendedores individuais (MEIs) do setor de turismo inscritos no Cadastro Único (CadÚnico). A medida, anunciada em 7 de maio, oferece empréstimos de até R$ 21 mil, com juros de 9% ao ano e garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

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A iniciativa utiliza recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) e será operada inicialmente pelo Banco do Nordeste (BNB), com foco exclusivo nos estados nordestinos. Conforme o Ministério do Turismo, a escolha da região se deve à alta concentração de MEIs do turismo em situação de vulnerabilidade.

O anúncio ocorre em maio de 2026, ano de eleição geral, e o Nordeste é historicamente o principal reduto eleitoral do PT. A sequência de medidas de crédito subsidiado nos últimos três meses — incluindo facilidades para caminhões, máquinas agrícolas e bens de capital — tem sido interpretada por analistas como ofensiva para consolidar apoio em nichos estratégicos do eleitorado.

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Quem pode acessar o empréstimo e como solicitar

Para obter o crédito, o MEI precisa estar inscrito simultaneamente no CadÚnico e no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). A exigência dupla, definida pelo Ministério do Turismo, visa direcionar o benefício a profissionais de baixa renda que atuam formalmente no setor.

O Cadastur reúne mais de 46 mil MEIs em todo o país, conforme dados do ministério. As categorias elegíveis incluem guias de turismo, motoristas, vendedores ambulantes e artesãos, segundo a Brasil Turis.

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Além dos cadastros, é necessário manter o CNPJ ativo e apresentar certidões negativas de débitos. A análise do pedido cabe ao BNB, que avalia o plano de negócios e a capacidade de pagamento do solicitante.

Fungetur e FGO: sustentação do programa

Os recursos vêm do Fungetur, que, de acordo com o Ministério do Turismo, disponibilizará R$ 826 milhões para o setor em 2026. A garantia das operações é prestada pelo FGO, conforme a Portaria Conjunta MEMP/MF nº 1, de 5 de maio de 2026.

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O modelo é similar ao do Pronampe e cobre até 100% do valor de cada operação, reduzindo o risco para o banco operador. Com juros de 9% ao ano e valor máximo de R$ 21 mil, o programa mira profissionais vulneráveis.

“A expectativa é de que a linha alcance rapidamente os profissionais mais vulneráveis do turismo nordestino”, afirmou o ministro do Turismo, Celso Sabino, em comunicado oficial. O governo prevê ampliar a oferta para outras regiões conforme a demanda.

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Contexto eleitoral e ofensiva de crédito

A priorização do Nordeste reacendeu questionamentos sobre o uso eleitoral de programas públicos. Embora o governo justifique a escolha pela vulnerabilidade dos MEIs da região, o gesto é visto com reservas por analistas políticos em ano de eleição geral.

A nova linha integra uma série de medidas de crédito lançadas desde fevereiro, todas com taxas subsidiadas e foco em pequenos negócios. Em março, o Fungetur já havia disponibilizado R$ 826 milhões para o turismo, conforme portaria do Diário Oficial.

“A expectativa é de realizar o maior Salão do Turismo”, declarou o ministro Celso Sabino, em declaração reproduzida pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), reforçando a aposta do governo no segmento. A sequência de anúncios, justificada como resposta à retomada econômica, alimenta a suspeita de que o Planalto busca consolidar apoio às vésperas da disputa nacional.


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