quarta-feira, julho 1
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Silvia Pereira, de 56 anos, foi atingida pelas chamas ao conter o filho, que ateou fogo na própria motocicleta durante fiscalização de trânsito em Domingos Martins.

Morre mãe que tentou impedir filho de incendiar moto durante abordagem policial

Silvia Pereira, de 56 anos, foi atingida pelas chamas ao conter o filho, que ateou fogo na própria motocicleta durante fiscalização de trânsito em Domingos Martins.

· 5 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Silvia Pereira, 56 anos, morreu após seis dias internada com queimaduras graves no rosto e braços.
  • O filho ateou fogo na própria moto durante abordagem da PM por falta de placa em Domingos Martins (ES).
  • Weverton foi preso em flagrante por tentativa de homicídio com fogo, incêndio e resistência.
  • Câmeras de segurança registraram a mãe sendo atingida ao tentar conter o filho em chamas.
  • Dados da Secretaria de Segurança apontam alta de 12% em desacato durante abordagens em 2025.

Silvia Pereira, de 56 anos, morreu após ser atingida por chamas ao tentar impedir que o filho incendiasse a própria motocicleta durante uma abordagem policial em Domingos Martins (ES). O caso, ocorrido em 28 de abril de 2026, expôs o desespero de uma família diante de uma fiscalização de trânsito que escalou para uma tragédia irreversível.

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Conforme a Polícia Militar do Espírito Santo, a moto conduzida por Weverton Pereira Oliveira, de 33 anos, estava sem placa, o que motivou a parada no distrito de Melgaço. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o homem despeja combustível sobre o veículo e ateia fogo, enquanto a mãe corre para contê-lo.

‘Me mata’, teria dito Weverton aos agentes, conforme registrado em vídeo. Silvia sofreu queimaduras graves no rosto e nos braços e foi internada intubada no Hospital Estadual Jayme dos Santos Neves. Após seis dias, a Polícia Civil confirmou o óbito.

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Cronologia da tragédia: da abordagem à morte da mãe

A tragédia começou por volta das 14h de 28 de abril, quando policiais militares abordaram Weverton Pereira Oliveira. A motocicleta sem placa foi o estopim da fiscalização, mas a reação do condutor surpreendeu os agentes. Ele despejou combustível e gritou ‘Nem minha, nem de vocês!’, conforme mostram as câmeras de segurança analisadas pela corporação.

Silvia Pereira, que acompanhava o filho, tentou impedi-lo e foi envolvida pelas chamas. ‘Me mata’, disse Weverton durante a ação, segundo relato policial. A mãe foi socorrida em estado grave, com queimaduras severas, e permaneceu intubada até a morte, confirmada entre 3 e 4 de maio.

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Weverton também sofreu queimaduras nos braços, mas recebeu alta hospitalar e foi preso em flagrante. A audiência de custódia, realizada em 30 de abril, manteve a prisão preventiva. A Polícia Civil, por meio da Delegacia Regional de Venda Nova do Imigrante, o autuou por tentativa de homicídio com emprego de fogo, incêndio e resistência.

O que dizem as investigações e a Justiça

A tipificação inicial reflete a gravidade dos atos: além de atear fogo ao veículo, Weverton teria investido contra a mãe e desacatado os militares. Imagens e relatos colhidos pela polícia indicam que, momentos antes, ele afirmou estar ‘de saco cheio’ com a fiscalização, apontando para um estado de exaltação emocional.

A Justiça considerou o risco à ordem pública e a necessidade de garantir a instrução criminal ao manter a prisão. O caso segue sob investigação para esclarecer a dinâmica completa e avaliar a reclassificação para homicídio consumado, já que a Polícia Civil ainda não se manifestou sobre a mudança na tipificação.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso será analisado internamente para avaliar possíveis ajustes nos procedimentos de abordagem, especialmente quando há familiares no local. A morte de Silvia transcende a estatística e expõe a fragilidade de famílias diante da fúria de um ente querido.

Fiscalização de trânsito e o estopim da violência

A abordagem a veículos sem placa é procedimento padrão da Polícia Militar do Espírito Santo, mas o caso de Domingos Martins mostra como uma fiscalização de rotina pode descambar para uma crise familiar irreversível. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam aumento de 12% nos casos de desacato e resistência durante abordagens em 2025, em comparação ao ano anterior.

A reação extrema de Weverton, no entanto, foge ao padrão e sugere um quadro de crise emocional aguda. Especialistas em segurança pública apontam que a resistência a fiscalizações não é incomum no estado, mas o uso de fogo e o envolvimento de familiares elevam a gravidade do episódio.

A Polícia Militar afirma que seus agentes seguem protocolos de abordagem progressiva, mas o caso reacende o debate sobre o preparo para lidar com situações de surto. A imagem da mãe em desespero, captada por câmeras de segurança, tornou-se símbolo de uma tragédia que começou com uma infração de trânsito.

O luto e as contradições na cobertura

A confirmação da morte de Silvia Pereira pela Polícia Civil encerrou a expectativa de recuperação, mas escancarou contradições na cobertura do caso. Diferentes veículos divulgaram idades conflitantes para a vítima: 53 anos, segundo a Band e a CNN Brasil, e 56 anos, conforme a Folha Vitória e o ND Mais. A data do óbito também variou entre 3 e 4 de maio, sem que as autoridades esclarecessem a divergência.

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O silêncio oficial sobre a causa jurídica da morte adiciona incerteza. Weverton foi autuado por tentativa de homicídio, mas a Polícia Civil ainda não se manifestou sobre uma possível reclassificação. A delegacia regional de Venda Nova do Imigrante mantém o caso sob sigilo.

A perda de Silvia ecoa na comunidade de Melgaço, distrito rural de Domingos Martins. A tragédia, ocorrida diante de câmeras, expõe o desespero de uma mãe que tentou salvar o filho de si mesmo, e levanta questões sobre os limites da fiscalização e o suporte a famílias em crise.


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