sábado, 18 de julho de 2026
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Medida Provisória subvenciona importação de GLP em R$ 850 por tonelada, mas distribuidoras não são obrigadas a reduzir preço ao consumidor.

Botijão passa de R$ 140 e distribuidoras não são obrigadas a repassar subsídio de R$ 330 mi

Medida Provisória subvenciona importação de GLP em R$ 850 por tonelada, mas distribuidoras não são obrigadas a reduzir preço ao consumidor.

· 4 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

O botijão de gás de cozinha de 13 kg já ultrapassa R$ 140 em várias cidades brasileiras, enquanto o governo federal tenta conter a alta com uma subvenção de R$ 330 milhões à importação do produto. A medida, no entanto, depende de adesão voluntária das distribuidoras, o que levanta dúvidas sobre o impacto real no bolso do consumidor.

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A Medida Provisória nº 1.351/2026, editada em 27 de abril, libera crédito extraordinário de R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás liquefeito de petróleo (GLP) com R$ 850 por tonelada, válido até 31 de maio. O objetivo é cobrir parte da diferença entre o preço internacional e o nacional, segundo a Presidência da República.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio nacional do GLP atingiu R$ 138,50 em abril, com picos de R$ 145 em regiões como São José do Rio Preto (SP), onde o valor subiu R$ 10 em uma semana. A alta pressiona o orçamento das famílias de baixa renda, que dependem do gás de cozinha para preparar alimentos.

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Subvenção de R$ 330 milhões

O governo federal editou a Medida Provisória nº 1.351/2026, que libera R$ 330 milhões em crédito extraordinário para subvencionar a importação de GLP. O subsídio de R$ 850 por tonelada vale até 31 de maio e cobre parte da diferença entre o preço internacional e o nacional, conforme a Presidência da República.

“É uma ajuda importante, mas não obriga ninguém a baixar o preço”, afirmou o ministro de Minas e Energia, em referência à subvenção. A ANP publicou um roteiro com orientações para os agentes interessados, mas a eficácia do subsídio dependerá da adesão voluntária das empresas.

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A medida ocorre em meio a uma alta que já levou o botijão a superar R$ 140 em diversas regiões, segundo monitoramento da ANP. Contudo, o repasse do benefício ao consumidor final é voluntário por parte das distribuidoras, o que pode limitar o efeito sobre o preço.

Preço do botijão já ultrapassa R$ 140

O botijão de gás de cozinha de 13 kg já ultrapassa R$ 140 em diversas cidades brasileiras. Segundo dados da ANP, o preço médio nacional do GLP atingiu R$ 138,50 em abril, com picos de R$ 145 em regiões como São José do Rio Preto (SP), onde o valor subiu R$ 10 em apenas uma semana.

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“A subvenção é um alívio para os importadores, mas o efeito na ponta depende da concorrência local”, afirmou o presidente da ANP, Rodolfo Saboia, em coletiva. A agência publicou roteiro com orientações para agentes interessados, mas especialistas apontam que, sem mecanismos de fiscalização, o benefício pode não chegar às famílias de baixa renda.

A alta recente ocorre em meio à liberação de R$ 330 milhões pelo governo federal para subsidiar a importação do gás de cozinha. A subvenção, no entanto, depende de adesão voluntária das distribuidoras, que não são obrigadas a repassar o desconto ao consumidor final.

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Dúvidas sobre repasse ao consumidor

A liberação de R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás de cozinha não garante redução automática no preço final. As distribuidoras não são obrigadas a repassar o subsídio, e a adesão das importadoras é voluntária. Segundo a ANP, o programa prevê que as empresas importadoras solicitem o benefício, mas não há mecanismo que force a redução do valor do botijão nas revendas.

Especialistas apontam que o montante total pode ser insuficiente para os dois meses de vigência da medida, já que o Brasil importa cerca de 20% do GLP consumido. Com o botijão já ultrapassando R$ 140 em algumas regiões, segundo dados da ANP, a subvenção pode não conter a alta se as distribuidoras optarem por não repassar o desconto.

“A adesão é facultativa e depende da decisão de cada empresa”, afirmou o diretor-geral da ANP, em nota técnica. A expectativa do governo é que a medida ajude a segurar os preços, mas o efeito prático depende da concorrência no setor e da disposição das companhias em reduzir suas margens.


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