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Economia

Tesouro Direto: taxa de custódia cai para 0,25% em 2019; confira

Fernanda Maestro

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A taxa de custódia para investir no Tesouro Direto (TD) diminuiu de 0,30% para 0,25% ao ano a partir de 1º de janeiro de 2019. Como a taxa é aplicada sobre o montante total investido e o estoque do programa atualmente está em R$ 53,2 bilhões, essa diminuição representará, para os mais de 750 mil investidores ativos do TD, uma economia somada de aproximadamente R$ 26 milhões por ano.

Assim, o Tesouro Direto, que já é um dos produtos de investimentos mais rentáveis disponíveis no mercado para o investidor pessoa física, estará ainda mais atraente em 2019.

A diminuição da taxa resulta de um processo contínuo de análise dos custos de manutenção e aprimoramento do programa, conduzido pelo Tesouro Nacional e pela B3, que em conjunto operacionalizam o Tesouro Direto. Juntas, as duas instituições fazem reavaliações periódicas da taxa de custódia, para reduzir os custos para o investidor sempre que possível e viável.

A queda da taxa ocorre em combinação com um trabalho constante de educação financeira e incentivo à poupança de longo prazo que são, em última instância, os principais objetivos perseguidos pelo Tesouro Nacional desde a criação em 2002 do programa de venda de títulos públicos federais para pessoa física, por meio da internet.

Com esses objetivos em mente, foram promovidas diversas melhorias que tornaram o TD mais acessível, fácil e prático para seu público-alvo: o cidadão brasileiro. As mudanças incluíram a simplificação dos nomes dos títulos, a implantação da liquidez diária, a ampliação do horário de resgates, o lançamento do simulador e a criação do aplicativo para telefones móveis.

Todas essas mudanças – somadas às diversas campanhas de educação financeira que vieram junto com elas – contribuíram para o aumento da base de investidores e do estoque financeiro do programa, o que por sua vez permitiu a redução da taxa de custódia cobrada do investidor.

Além disso, as iniciativas do Tesouro Direto visam cada vez mais ampliar o acesso e a democratização ao programa, o que se reflete, por exemplo, no aumento da quantidade de operações de investimento de até R$ 1 mil, que em novembro de 2018, responderam por 63,65% do total de aplicações, um percentual recorde.

Conheça o Tesouro Direto

O que é?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a BM&F Bovespa para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet.

Concebido em 2002, esse Programa surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos, ao permitir aplicações com apenas R$ 30,00. Antes do Tesouro Direto, o investimento em títulos públicos por pessoas físicas era possível somente indiretamente, por meio de fundos de renda fixa que, por cobrarem elevadas taxas de administração, especialmente em aplicações de baixo valor, reduziam a atratividade desse tipo de investimento.

O Tesouro Direto contribuiu para a diversificação e complementação das alternativas de investimento disponíveis no mercado, ao oferecer títulos com diferentes tipos de rentabilidade (prefixada, ligada à variação da inflação ou à variação da taxa de juros básica da economia – Selic), de prazos de vencimento e de fluxos de remuneração. Com tantas opções, fica fácil achar um título indicado para a sua necessidade.

Além de acessível e de apresentar opções de investimento que se encaixam aos seus objetivos financeiros, o Tesouro Direto oferece boa rentabilidade e liquidez diária, mesmo sendo a aplicação de menor risco do mercado.

Representa, portanto, uma excelente oportunidade para você realizar seu planejamento financeiro sem complicação.

Mas o que são títulos públicos?

Os títulos públicos são ativos de renda fixa, ou seja, seu rendimento pode ser dimensionado no momento do investimento, ao contrário dos ativos de renda variável (como ações), cujo retorno não pode ser estimado no instante da aplicação. Dada a menor volatilidade dos ativos de renda fixa frente aos ativos de renda variável, este tipo de investimento é considerado mais conservador, ou seja, de menor risco.

Ao comprar um título público, você empresta dinheiro para o governo brasileiro em troca do direito de receber no futuro uma remuneração por este empréstimo, ou seja, você receberá o que emprestou mais os juros sobre esse empréstimo. Dessa maneira, com o Tesouro Direto, você não somente se beneficia de uma alternativa de aplicação financeira segura e rentável, como também ajuda o país a promover seus investimentos em saúde, educação, infraestrutura, entre outros, indispensáveis ao desenvolvimento do Brasil.

Cabe ressaltar que os títulos públicos são negociados apenas escrituralmente, isto é, não existe um documento físico que representa o título. Você terá a garantia da aplicação por meio do número de protocolo gerado a cada operação e o título adquirido ficará registrado no seu CPF, podendo ser consultado a qualquer tempo por meio do seu extrato no site do Tesouro Direto.

Ao investir no Tesouro Direto, você opta pelo tipo de investimento de menor risco da economia, pois os títulos públicos são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional.

 

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