Médicos anunciaram dois novos casos de possível cura do HIV na 26ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada no Rio de Janeiro, na segunda-feira (27).
Os pacientes estão há 14 e 12 meses sem usar antirretrovirais e mantêm carga viral indetectável. A Sociedade Internacional de Aids (IAS) registra agora 13 pessoas nessa condição no mundo.
Os resultados, porém, foram apresentados como casos de remissão do HIV, e não como cura definitiva e irreversível. O período de acompanhamento informado ainda é de 12 a 14 meses sem antirretrovirais.
Transplantes antecederam suspensão dos antirretrovirais
Os dois novos pacientes receberam transplantes de células-tronco para tratamento de doenças graves do sangue, como leucemia, antes da suspensão dos antirretrovirais. Eles permanecem sem carga viral detectável há 14 e 12 meses, respectivamente.
Um dos pacientes é um homem de 21 anos residente em Kansas City, no Missouri, Estados Unidos, diagnosticado com HIV e leucemia em 2018. O caso foi apresentado em relatório da conferência.
Total mundial de casos de remissão sobe de 11 para 13
Com os dois anúncios no Rio, o total mundial de pessoas em remissão sustentada do HIV passou de 11 para 13, de acordo com a Sociedade Internacional de Aids.
A expressão “possível cura” descreve o resultado observado até aqui; “remissão sustentada” é a classificação dos casos. Como o acompanhamento sem medicação soma 12 e 14 meses, a evolução clínica ainda precisa ser observada.
Na prática, os dois casos ampliam o grupo mundial de remissão sustentada para 13 pessoas. O próximo passo é acompanhar os pacientes para verificar se a carga viral continuará indetectável sem o uso de antirretrovirais.












