segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Economia

Comissão do Senado aprova contratação de usinas que pode custar até R$ 1,5 tri

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Texto prevê 2.500 MW de térmicas a gás e 4.900 MW de pequenas hidrelétricas
  • Abrace estima impacto acumulado entre R$ 1,2 trilhão e R$ 1,5 trilhão em 30 anos
  • Proposta nasceu com foco em descontos para irrigação e ganhou emendas sobre geração elétrica
  • Aprovação na comissão ocorreu em menos de oito minutos, segundo relato da imprensa
  • Texto ainda precisa passar pelo plenário do Senado antes de avançar no Congresso

A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou em 14 de julho o substitutivo do Projeto de Lei 5.017/2019, com medidas que podem elevar a conta de luz.

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O ponto central é a contratação obrigatória de 2.500 MW de usinas térmicas a gás e 4.900 MW de pequenas centrais hidrelétricas. A Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace) estima custo total de R$ 1,2 trilhão a R$ 1,5 trilhão em 30 anos.

A aprovação ocorreu em votação simbólica de menos de oito minutos, sem debate no plenário da comissão e logo após uma interrupção da sessão por falta de energia elétrica. O relator Hermes Klann (PL-SC) afirma que a medida garante segurança energética. O Instituto Acende Brasil e a Abrace sustentam que a contratação compulsória ignora o planejamento técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia.

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O texto ainda não aumenta a tarifa de energia. O projeto depende de votação no plenário do Senado, etapa que definirá se as obrigações de contratação serão mantidas.

Projeto de irrigação cresce de duas para 18 páginas

O PL 5.017/2019 nasceu na Câmara dos Deputados, em 2019, com dois artigos para ampliar descontos na tarifa de energia usada em irrigação e poços semiartesianos. O texto original tinha duas páginas, ficou parado no Senado e foi ampliado para 18 páginas no substitutivo aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura em 14 de julho de 2026.

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As emendas mudaram o alcance da proposta. O texto aprovado em comissão passou a prever a contratação obrigatória de usinas termelétricas a gás e pequenas hidrelétricas.

O Instituto Acende Brasil e a Abrace classificam esses dispositivos como “jabutis”, por tratarem de temas diferentes do objetivo inicial do projeto. Em 2021, a lei de privatização da Eletrobras também recebeu dispositivos sobre contratação de energia.

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Custo projetado chega a R$ 44,2 bilhões por ano a partir de 2032

A conta apresentada pela Abrace projeta R$ 44,2 bilhões de custo anual estimado a partir de 2032. A cifra é uma estimativa da entidade setorial, não uma projeção oficial do governo federal.

No horizonte de 30 anos, a estimativa total varia de R$ 1,2 trilhão a R$ 1,5 trilhão. Esses valores se referem ao custo adicional projetado, não a um reajuste já aplicado na conta de luz.

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Para consumidores residenciais e industriais, o risco prático está na forma de financiamento dessas contratações. O projeto aprovado em comissão cria obrigações de compra de energia; se esses custos forem repassados às tarifas, a despesa poderá aparecer na conta paga pelos consumidores nos próximos anos.

No caso das térmicas, o texto prevê inflexibilidade de 70%, com obrigação de pagar pela energia contratada mesmo quando ela não for gerada. A medida beneficia fornecedores de gás natural e empresas ligadas à infraestrutura de gasodutos.

Plenário do Senado ainda decide destino do projeto

Como a votação na comissão foi simbólica, não houve placar nominal dos senadores. A próxima etapa é a análise pelo plenário do Senado.

Só depois dessa votação será possível saber se o texto seguirá adiante com a contratação obrigatória de 2.500 MW de térmicas e 4.900 MW de pequenas hidrelétricas. Até essa deliberação, as obrigações não produzem reajuste na conta de luz.

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