A Receita Federal registrou em 2025 queda de cerca de 70% no volume de autuações fiscais, mas manteve o valor cobrado em torno de R$ 221 bilhões, conforme informações divulgadas em 24 de julho.
Os números indicam que a redução na quantidade de procedimentos não provocou queda equivalente no montante questionado pelo Fisco.
Menos autuações preservam valor total cobrado
A combinação entre a queda de cerca de 70% no volume e os cerca de R$ 221 bilhões em cobranças é o ponto central do balanço. Na prática, a Receita abriu menos procedimentos, mas preservou o valor total das autuações.
Em junho de 2026, a Receita autuou o Grupo Mateus em uma disputa sobre créditos de ICMS, um dos casos tributários envolvendo empresas neste ano.
Receita de dividendos fica R$ 10,8 bi abaixo do Orçamento
No lado das receitas, o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas de julho de 2026 prevê arrecadação de cerca de R$ 17,2 bilhões com Imposto de Renda sobre dividendos neste ano.
A previsão fica abaixo dos R$ 28 bilhões previstos inicialmente no Orçamento. A diferença é de cerca de R$ 10,8 bilhões e afeta o quadro fiscal acompanhado pelo governo em 2026.
Os dois conjuntos de dados tratam de etapas distintas: os cerca de R$ 221 bilhões correspondem a créditos questionados em autuações de 2025, enquanto os R$ 17,2 bilhões representam uma estimativa de receita para 2026.
Para os contribuintes, a queda no volume de autuações não elimina o risco fiscal: ela indica menor quantidade de processos, com o valor total cobrado praticamente preservado.
O montante de cerca de R$ 221 bilhões não equivale a arrecadação imediata, porque as autuações podem ser contestadas nas instâncias administrativas e judiciais. Já a estimativa com dividendos fica cerca de R$ 10,8 bilhões abaixo do valor inicialmente incorporado ao Orçamento de 2026.












