sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Economia

Alckmin põe Lei da Reciprocidade na mesa em negociação com os EUA

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Tarifa americana chegou a 37,5% após nova cobrança adicional anunciada na quinta-feira
  • Medidas atingem cerca de 18% das exportações brasileiras aos EUA, estimadas em US$ 7,4 bilhões
  • Governo fala em audiências públicas antes de eventual resposta formal ao pacote americano
  • Alckmin afirmou que a decisão final sobre eventual reação caberá a Lula no momento adequado

Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira (24), em Jacareí (SP), que Lula não descarta acionar a Lei da Reciprocidade contra os EUA, mas prioriza a negociação para evitar uma retaliação comercial.

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O instrumento aprovado em 2025 funciona, neste momento, como pressão política, não como medida já aplicada. Alckmin descreveu um caminho mais longo, com audiências públicas, e disse que a decisão caberá a Lula no momento adequado.

“Não tem retaliação. A ideia não é fazer retaliação. A ideia é buscar solução”, disse Alckmin. Na mesma linha, o vice-presidente afirmou que “a Lei da Reciprocidade está na mesa”, mas que “o objetivo não é fazer guerra comercial”.

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O contraponto está no próprio uso político da lei. Alckmin nega retaliação imediata, mas confirma que a reciprocidade permanece como instrumento de pressão enquanto o governo tenta manter a mesa de negociação com a gestão de Donald Trump.

Tarifas dos EUA chegam a 37,5% e pressionam resposta brasileira

A sequência começou na quarta-feira (22), quando entrou em vigor a tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros. Na quinta-feira (23), os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 12,5%, o que elevou a tarifa total estimada a 37,5%.

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As medidas atingem cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. O pacote de mitigação citado no contexto da disputa soma R$ 18,5 bilhões em crédito.

Em 2025, o Congresso Nacional aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica diante da possibilidade de adoção de tarifas unilaterais pela gestão de Donald Trump sobre importações do Brasil. Agora, a norma volta ao centro da disputa porque permite ao Brasil responder a barreiras comerciais consideradas discriminatórias, desde que cumpridos os ritos previstos.

Alckmin disse que Lula tem destacado a orientação de “não sair da mesa de negociação com os Estados Unidos”. A estratégia é manter a lei como instrumento de pressão sem abandonar as conversas com Washington.

Em julho de 2026, Lula já havia usado o debate sobre terras raras para enviar um recado a Trump, em outro ponto de tensão econômica entre Brasil e Estados Unidos.

Decisão de Lula antecede eventual aplicação da lei

O próximo passo é político e administrativo: Lula decidirá se acionará a Lei da Reciprocidade no momento que considerar adequado, segundo Alckmin. O vice-presidente também afirmou que a aplicação tem um caminho mais longo, com audiências públicas.

Até esta sexta-feira (24), o Brasil não havia retaliado nem sobretaxado produtos dos Estados Unidos. A medida permanece como hipótese de pressão enquanto o governo tenta negociar o recuo tarifário com a gestão Trump.

O próximo marco será uma decisão de Lula sobre o acionamento da lei. Se o governo avançar, o processo passará por audiências públicas antes da definição de eventuais contramedidas.


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