A Justiça de Goiás suspendeu os leilões, marcados pelo Banco Bocom BBM, da Fazenda Monte Alegre, em Rio Verde. O imóvel é avaliado em R$ 77,6 milhões.
A decisão liminar da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Verde atinge pregões previstos para quinta-feira (30) e sexta-feira (31), após a consolidação extrajudicial da propriedade pelo banco em junho. A fazenda, com 1.058 hectares, havia sido dada em alienação fiduciária como garantia de empréstimo de R$ 72 milhões tomado pelo produtor rural Pedro da Silveira Leão.
A juíza Camila de Carvalho Gonçalves suspendeu cautelarmente os leilões em decisão de quarta-feira (22). A disputa é processual: o banco havia consolidado a propriedade fora da recuperação judicial, enquanto o produtor pediu proteção judicial e o reconhecimento da essencialidade do imóvel.
O Banco Bocom BBM não se manifestou sobre a suspensão liminar.
Contrato rural, garantia fiduciária e valores do caso
O contrato de empréstimo de R$ 72 milhões foi assinado em fevereiro de 2025, tendo a Fazenda Monte Alegre como garantia fiduciária. Em dezembro de 2025, o produtor pediu stay period e o reconhecimento da essencialidade do bem.
Em fevereiro de 2026, a 2ª Vara Cível de Rio Verde concedeu liminar protetiva de 180 dias. Em junho de 2026, o Banco Bocom BBM consolidou extrajudicialmente a propriedade. Agora, a decisão de quarta-feira (22) interrompe os leilões de uma área avaliada em R$ 77,6 milhões.
O caso se soma à pressão sobre dívidas rurais e garantias no agronegócio. Em julho de 2026, Fazenda e ruralistas tentaram fechar um socorro a dívidas do agro antes do recesso, em negociação paralela à discussão judicial de produtores endividados.
Liminar mantém os pregões suspensos enquanto disputa continua
A suspensão é liminar e não encerra a disputa sobre a Fazenda Monte Alegre. Por ora, os pregões de 30 e 31 de julho permanecem interrompidos enquanto a discussão continua na recuperação judicial.












