O PT de Minas Gerais anunciou nesta segunda-feira (20) a pré-candidatura do deputado federal Patrus Ananias ao governo do estado, encerrando meses de indefinição sobre o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo maior colégio eleitoral do país.
A decisão foi tomada em reunião da executiva estadual em Belo Horizonte e confirmada por Patrus em vídeo nas redes sociais. Aos 74 anos, ex-prefeito de Belo Horizonte, ex-ministro do Desenvolvimento Social e deputado federal, ele assume a missão de unir o partido e enfrentar o governador Romeu Zema (Novo), que deve buscar a reeleição.
O anúncio ocorre quatro dias depois de uma reunião entre Lula e Patrus em Brasília, em 16 de julho, e ainda depende de homologação na convenção partidária, marcada para 31 de julho. Até lá, o nome é tratado como pré-candidatura.
Costura política e resistências internas
O PT mineiro passou meses tentando atrair o senador Rodrigo Pacheco (PSD) para a disputa, mas as negociações não avançaram. Também foram cogitados nomes como o do ministro Camilo Santana, que defendeu publicamente um candidato de fora do partido, conforme o PIRANOT noticiou em 9 de julho. A executiva estadual chegou a recuar da indicação de Patrus, mas a pressão do Palácio do Planalto consolidou o nome, como mostrou reportagem do PIRANOT em 17 de julho.
Reação de Marília Campos
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que há menos de um mês classificou como “equívoco estratégico” a candidatura própria do PT, declarou apoio a Patrus nesta segunda-feira. Em publicação nas redes sociais, afirmou que ele “reúne experiência, credibilidade e uma trajetória de serviços prestados ao povo mineiro” e que estará ao lado dele no palanque de Lula. A manifestação reduz o risco de divisão interna, mas o partido ainda precisa consolidar alianças com outras legendas.
Próximos passos e lacunas
A convenção de 31 de julho oficializará a candidatura, mas a composição da chapa — vice e candidato ao Senado — permanece em aberto. O PT não divulgou estimativas de custos de campanha nem o plano de alianças partidárias. A posição do PSD de Rodrigo Pacheco e de outras forças políticas locais ainda é desconhecida. A partir da homologação, Patrus Ananias poderá iniciar a pré-campanha, mas pedidos explícitos de voto antes do período legal configurariam propaganda antecipada.
Com a definição, o PT garante um palanque próprio em Minas Gerais, mas a competitividade da candidatura dependerá da capacidade de atrair apoios e de superar a fragmentação que marcou a pré-campanha.











