A Indústrias Romi fechou um contrato de R$ 200 milhões para fornecer máquinas industriais de alta precisão a um cliente global. O acordo amplia a carteira de pedidos firmes da companhia e dá maior visibilidade de receita para o período de 2027 a 2029, quando as entregas estão previstas.
O negócio foi firmado por meio da Romi BW Machine Tools, subsidiária que detém participação comercial na alemã Burkhardt+Weber. A companhia não revelou o nome do comprador, mas informou que se trata de um cliente internacional já atendido pelo grupo.
A Romi é uma fabricante de máquinas-ferramenta com ações negociadas na B3 sob o código ROMI3. Para uma indústria de bens de capital, contratos de entrega longa têm peso estratégico porque reduzem a dependência de encomendas de curto prazo e ajudam a organizar produção, compras e fluxo de caixa com antecedência.
Pedido reforça previsibilidade depois de lucro menor
O anúncio vem poucos dias após a empresa informar lucro líquido de R$ 13,9 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse contexto, o contrato de R$ 200 milhões funciona como um reforço relevante para a carteira, embora seu efeito financeiro se espalhe ao longo dos próximos exercícios.
O pagamento será parcelado e atrelado ao cronograma de entregas, com previsão de adiantamento. Como as máquinas serão entregues entre 2027 e 2029, o acordo não altera de forma imediata o resultado trimestral, mas melhora a leitura sobre a demanda futura pelos equipamentos da companhia.
Contrato mira mercado global de máquinas industriais
A operação também reforça a atuação internacional da Romi em máquinas de precisão, segmento em que encomendas costumam envolver projetos sob medida e ciclos mais longos de produção. A participação da Romi BW no negócio aproxima a companhia brasileira da base comercial da Burkhardt+Weber, marca alemã associada a equipamentos industriais de maior complexidade.
Na prática, o contrato acrescenta R$ 200 milhões à carteira de pedidos firmes e alonga o horizonte de receita da Romi até 2029. A execução do acordo passa agora a depender do cronograma industrial previsto para as entregas e dos pagamentos vinculados a cada etapa.











