quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Economia

Aéreas chinesas projetam perda de até US$ 1,33 bi com alta do combustível

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O prejuízo reverte o lucro de 4,82 bilhões de yuans registrado no primeiro trimestre de 2026
  • As perdas do semestre superam os 4,86 bilhões de yuans do mesmo período de 2025
  • As empresas culpam a alta do querosene de aviação, pressionada pelo prolongamento da guerra no Oriente Médio
  • A projeção coincide com a desaceleração da economia chinesa e o plano do Banco Mundial de encerrar empréstimos ao país até 2031
  • As três aéreas estatais acumulam prejuízos recorrentes na maior parte dos últimos seis anos

As três maiores companhias aéreas estatais da China — China Southern Airlines, Air China e China Eastern Airlines — projetam prejuízo líquido conjunto de até US$ 1,33 bilhão, o equivalente a 8,97 bilhões de yuans, no primeiro semestre de 2026.

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A previsão marca uma virada brusca em relação ao início do ano. No primeiro trimestre de 2026, as três empresas haviam somado lucro líquido de 4,82 bilhões de yuans. Para o semestre, a estimativa agora vai de 7,37 bilhões a 8,97 bilhões de yuans em perdas.

As companhias atribuem a deterioração ao encarecimento do combustível de aviação, pressionado pela guerra no Oriente Médio. O querosene é um dos principais custos operacionais do setor e costuma atingir diretamente as margens quando sobe mais rápido que a recuperação da demanda ou que a capacidade das empresas de repassar preços.

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Resultado piora frente a 2025

O tamanho da perda projetada também supera o resultado negativo registrado no mesmo período de 2025. Naquele primeiro semestre, China Southern, Air China e China Eastern tiveram prejuízo conjunto de 4,86 bilhões de yuans. Se a estimativa mais alta se confirmar, o rombo quase dobra em um ano.

A reversão expõe a fragilidade da recuperação das aéreas chinesas após anos de prejuízos recorrentes. Mesmo com a retomada das viagens depois do fim das restrições da pandemia, o setor continua vulnerável a choques externos de energia, câmbio e demanda.

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O caso também reforça a preocupação global com os custos da aviação. Combustível mais caro pressiona companhias aéreas, fretes e tarifas, embora as empresas chinesas ainda tratem o impacto como projeção financeira do semestre, e não como anúncio de reajuste imediato de passagens.

Os números finais do primeiro semestre devem consolidar o tamanho da perda e indicar se a pressão do combustível ficará restrita aos balanços ou se chegará a rotas, oferta de voos e preços ao consumidor.


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