quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Economia

USTR recomenda tarifa de 25% ao Brasil e sinaliza ampliação de exceções

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A decisão final sobre a tarifa cabe à Casa Branca e deve ser anunciada ainda hoje.
  • A lista de produtos isentos, hoje com 73 itens, pode ser ampliada para conter pressões inflacionárias nos EUA.
  • A investigação foi aberta em julho de 2025, quando a fatia dos EUA nas exportações brasileiras atingiu mínima histórica.
  • Levantamento da CNI indica que 54,1% das exportações brasileiras para os EUA estão sob risco de taxação.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou nesta quarta-feira (15) a aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, mas sinalizou a ampliação da lista de exceções para conter pressões inflacionárias internas. A decisão final cabe à Casa Branca, que deve anunciar ainda hoje os detalhes da medida.

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A recomendação foi encaminhada após a conclusão de investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, iniciada em julho de 2025. O governo brasileiro foi informado e avalia que a lista de produtos isentos, atualmente com 73 itens, pode ser ampliada, segundo fontes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O tarifaço, no entanto, pode ser atenuado pela pressão doméstica nos EUA para evitar alta de preços ao consumidor. O representante comercial da Casa Branca, Jamieson Greer, sinalizou a autoridades brasileiras que a lista de exceções deve crescer, conforme relato de uma fonte do governo.

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Investigação e histórico de tensão comercial

A investigação americana foi aberta em um momento de queda da participação dos EUA nas exportações brasileiras, que atingiu o menor patamar histórico no primeiro semestre de 2025. A ofensiva tarifária se insere em uma escalada de disputas comerciais: em junho, a Corte de Apelações dos EUA manteve tarifa anterior de Trump, ampliando o contencioso legal.

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 54,1% das exportações brasileiras para os EUA estão sob risco, o equivalente a 4.100 produtos. A alíquota de 25% incidiria sobre uma cesta que inclui manufaturados, semimanufaturados e commodities.

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Impacto sobre a indústria e o comércio exterior

O valor exato do prejuízo potencial ainda não foi detalhado pelo USTR ou pelo MDIC, mas a CNI estima que a medida pode afetar significativamente setores como siderurgia, máquinas e equipamentos, calçados e suco de laranja. A ampliação da lista de exceções é vista como um alívio parcial, mas a indefinição sobre quais produtos serão poupados mantém o setor exportador em alerta.

O governo Lula aposta que o prazo de implementação da tarifa — que pode levar semanas ou meses — abrirá janela para novas negociações. Em paralelo, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, viajou à China para reuniões com o governo e o Banco dos Brics, movimento que sinaliza a busca por alternativas comerciais.

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Próximos passos e margem de manobra

O anúncio oficial da Casa Branca é esperado para esta quarta-feira, mas a lista final de produtos taxados e o cronograma de vigência ainda não foram divulgados. O Brasil não anunciou retaliações formais, e o Itamaraty mantém canais de diálogo abertos. Uma rodada de conversas bilaterais ocorreu em 13 de julho, sem detalhes revelados.

A expectativa do Planalto é que a pressão de setores americanos contrários ao tarifaço, somada à ampliação das exceções, reduza o impacto sobre a balança comercial brasileira. Até lá, a indústria monitora cada sinal de Washington.

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