quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Economia

FGC mantém R$ 1,2 bi em garantias do Banco Master; 100 mil credores ainda não resgataram

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O saldo não resgatado era de R$ 2,2 bilhões em maio, indicando que R$ 1 bilhão foi sacado desde então.
  • O FGC já desembolsou R$ 50,3 bilhões para 718 mil credores do grupo Master, Will Bank e Banco Pleno.
  • Os valores parados no fundo não recebem correção monetária, reduzindo o poder de compra de quem demora a resgatar.
  • A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em 15 de novembro de 2025.
  • Grande parte dos correntistas de contas digitais ainda desconhece o direito ao ressarcimento.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda mantém R$ 1,2 bilhão em garantias não resgatadas por cerca de 100 mil credores do Banco Master e de instituições associadas, oito meses após a liquidação do grupo.

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Os valores, que chegaram a R$ 2,2 bilhões em maio, estão disponíveis para saque, mas muitos correntistas desconhecem o direito ou não sabem como solicitar o ressarcimento.

De acordo com o FGC, já foram pagos R$ 50,3 bilhões em garantias a 718 mil credores do Master, do banco digital Will Bank e do Banco Pleno. O saldo remanescente de R$ 1,2 bilhão — equivalente a 2,4% do total desembolsado — corresponde a investidores que ainda não fizeram a solicitação.

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A imprensa chegou a divulgar a cifra de R$ 1,8 bilhão, mas o próprio texto da reportagem do jornal O Globo, publicada na terça-feira (14), trazia o valor de R$ 1,2 bilhão. Procurado, o FGC confirmou que o montante correto é de R$ 1,2 bilhão. A divergência de R$ 600 milhões não foi explicada.

Cobertura do FGC e cronologia da liquidação

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em 15 de novembro de 2025, após intervenção. O FGC, que garante depósitos e aplicações de até R$ 250 mil por CPF por instituição, foi acionado para proteger os investidores.

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Em maio, o saldo não resgatado era de R$ 2,2 bilhões, conforme noticiado pela imprensa. De lá para cá, o volume caiu R$ 1 bilhão, indicando que parte dos credores regularizou a situação. O mecanismo de garantia do FGC é similar ao que o governo prepara para o programa Desenrola, conforme revelou o PIRANOT em junho.

O Will Bank, banco digital com milhões de clientes, foi uma das instituições liquidadas junto com o Master. A pulverização dos correntistas pelo país dificulta a comunicação direta sobre o direito ao ressarcimento.

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Impacto financeiro e perfil dos credores

O montante de R$ 1,2 bilhão equivale a 5,4 milhões de contas de luz residenciais de R$ 220, segundo cálculo do PIRANOT com base nos dados do FGC. Para os 100 mil credores que ainda não fizeram o pedido, o valor médio a receber é de R$ 12 mil, considerando o teto de R$ 250 mil por CPF.

Grande parte dos recursos é de clientes de contas digitais do Will Bank, espalhados por todo o território nacional, o que evidencia o desconhecimento da população sobre o funcionamento do fundo garantidor.

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Como solicitar o ressarcimento

O FGC orienta que os credores acessem o site oficial (fgc.org.br), informem CPF e dados bancários para dar início ao processo. Não há prazo final definido para o pedido, mas o fundo recomenda que a solicitação seja feita o quanto antes. A expectativa é que novos pagamentos sejam liberados à medida que os pedidos forem processados.

O Banco Central e o FGC não detalharam a divisão exata dos valores entre clientes do Master, Will Bank e Banco Pleno. A falta de transparência sobre a composição do saldo remanescente dificulta a comunicação direcionada aos diferentes perfis de investidores.


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