sexta-feira, julho 10
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Economia

Tencent negocia compra da startup de IA Manus após China barrar Meta

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A Meta havia anunciado a compra por US$ 2 bilhões em 31 de dezembro de 2025, mas Pequim bloqueou o negócio em 27 de janeiro de 2026
  • A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) alegou riscos à segurança nacional e à concorrência para vetar a aquisição
  • Após o veto, a Meta cortou o acesso da Manus aos seus sistemas internos e proibiu funcionários de usar as ferramentas da startup
  • A Manus desenvolve inteligência artificial agentiva, com agentes autônomos que executam tarefas complexas
  • Fundada por chineses, a empresa mantém operações na China e em Cingapura, o que a colocou sob escrutínio regulatório

A Tencent negocia a compra da startup de inteligência artificial Manus, sediada em Cingapura, após o governo da China barrar a aquisição da empresa pela Meta por US$ 2 bilhões. As conversas, reveladas nesta sexta-feira (10) pela imprensa internacional, colocam a gigante chinesa na posição de assumir o controle de uma das principais desenvolvedoras de IA agentiva do mercado.

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O movimento expõe a crescente disputa tecnológica entre Estados Unidos e China pelo domínio da inteligência artificial. A Manus, que desenvolve agentes autônomos capazes de executar tarefas complexas, era alvo da Meta desde o fim de 2025, mas Pequim interveio para evitar que a propriedade intelectual estratégica caísse nas mãos de uma big tech americana.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) da China bloqueou oficialmente a transação em 27 de janeiro de 2026, alegando riscos à segurança nacional e à concorrência. A decisão obrigou a Meta a desmontar a operação: o acesso aos sistemas internos da companhia americana foi cortado para a Manus, e funcionários da Meta foram proibidos de usar as ferramentas da startup, conforme apuração da imprensa internacional.

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O bloqueio chinês e a saída da Meta

A Meta havia anunciado o acordo de compra da Manus em 31 de dezembro de 2025, apostando na tecnologia de agentes de IA para competir com rivais como OpenAI e Google. A startup, fundada por chineses, mantém operações na China e em Cingapura, o que a colocou sob o escrutínio do regulador chinês.

Em junho, o governo de Cingapura se manifestou pela primeira vez sobre o caso. O ministro do Desenvolvimento Nacional, Chee Hong Tat, declarou que a intervenção chinesa não violou as leis locais, mas que o país não foi notificado previamente, segundo registro da declaração.

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A Meta iniciou o processo de separação operacional, cortando laços com a Manus e impedindo que seus funcionários utilizassem os produtos da startup. A empresa não comentou publicamente as negociações em curso com a Tencent.

A entrada da Tencent e os riscos regulatórios

A Tencent, que já é investidora em diversas startups de IA, entrou nas conversas para adquirir o controle acionário da Manus. Os termos financeiros da proposta não foram divulgados, mas fontes próximas às negociações indicam que o valor pode se aproximar dos US$ 2 bilhões da oferta original da Meta.

A operação, no entanto, enfrenta riscos. Além da necessidade de aprovação do regulador antitruste chinês, a conclusão do negócio pode atrair sanções secundárias dos Estados Unidos, que monitoram transferências de tecnologia sensível para empresas ligadas ao governo chinês. A Tencent não se manifestou oficialmente sobre o estágio das conversas.

O desfecho da disputa pela Manus é visto como um termômetro da política chinesa para o setor de IA. Em 2024, o PIRANOT mostrou que a DeepSeek, outra startup chinesa, captou US$ 7,4 bilhões e se tornou a maior do país no segmento, sinalizando o apetite do mercado por tecnologias de ponta desenvolvidas localmente.

As negociações devem se intensificar nas próximas semanas, mas ainda não há prazo para um anúncio oficial. A conclusão do acordo depende da aprovação das autoridades chinesas e da disposição dos atuais investidores da Manus em vender suas participações.


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