O Vasco afirma, em agravo de instrumento levado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (6), que a intervenção judicial na SAF contribuiu para a perda de Gabriel Pec para o Cruzeiro.
A alegação aparece no recurso usado pelo Club de Regatas Vasco da Gama para tentar reverter a liminar que afastou Pedrinho do comando da Vasco SAF, conforme peças descritas por Lance e Terra. O ponto central do Vasco é que a disputa societária reduziu a capacidade da SAF de segurar jogadores e conduzir negociações estratégicas.
O contraponto factual é que a transferência ainda carece de publicação no Boletim Informativo Diário da Confederação Brasileira de Futebol. Sem esse registro, os termos finais da operação, incluindo valores e eventuais obrigações adicionais, ainda não estão oficializados.
Gabriel Pec chegou a Belo Horizonte no domingo (5) para exames no Cruzeiro, segundo a sequência registrada na apuração. O contrato previsto com o clube mineiro é de cinco anos, dado que torna a negociação um movimento de longo prazo no planejamento esportivo celeste.
Contexto da SAF e números do caso
A crise jurídica do Vasco vem desde a venda da SAF à norte-americana 777 Partners. Divergências societárias e financeiras levaram a associação civil, presidida por Pedrinho, a buscar o controle judicial da empresa em 2024.
O episódio entra em uma sequência recente de instabilidade administrativa. O PIRANOT mostrou que a crise na SAF travou acordos do Vasco com Franclim Carvalho e Nelson Deossa, outro reflexo direto da disputa sobre decisões de futebol.
No mercado envolvendo Gabriel Pec, o PIRANOT também acompanhou a escalada das propostas. Em 29 de junho, o site publicou que o Bahia ofereceu R$ 82 milhões por Gabriel Pec. Dois dias depois, informou que o Cruzeiro avançou pelo atacante do LA Galaxy.
O dossiê da disputa também registra R$ 30 milhões como cifra associada ao debate financeiro do caso. O valor aparece no conjunto de dados da apuração sem permitir, por ora, uma comparação direta com orçamento, receita ou preço final de transferência.
BID, recurso e resposta da 777 definem a próxima etapa
O primeiro ponto prático agora é a publicação da transferência no Boletim Informativo Diário. Só esse registro confirma a condição federativa do atleta e permite tratar a movimentação como concluída para fins oficiais no futebol brasileiro.
No campo jurídico, o agravo de instrumento do Vasco segue no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A consequência buscada pelo clube é derrubar a liminar relacionada ao comando da SAF e recolocar a associação em posição de controle na disputa.
Também falta a resposta formal da 777 Partners à acusação de negligência na manutenção de Gabriel Pec. O Vasco ainda poderá discutir eventual ressarcimento financeiro contra antigos gestores da SAF, mas esse pedido depende de encaminhamento oficial.










