A Justiça britânica rejeitou nesta terça-feira (7) a ação de privacidade movida pelo príncipe Harry e por Elton John contra a Associated Newspapers Limited (ANL), grupo que publica o Daily Mail e o Mail on Sunday.
A decisão foi tomada pelo juiz Matthew Nicklin, do Tribunal Superior de Londres, após 11 semanas de julgamento. Harry, Elton John e outros reclamantes, entre eles a atriz Elizabeth Hurley, acusavam a editora de obter informações privadas por meios ilícitos. A ANL negou as acusações durante o processo.
A derrota tem peso simbólico para o duque de Sussex porque atinge uma das frentes mais visíveis de sua ofensiva contra os tabloides britânicos. Desde que deixou a linha de frente da família real, Harry transformou a disputa com a imprensa popular do Reino Unido em uma causa pública, com processos que discutem invasão de privacidade, escutas telefônicas ilegais e métodos de obtenção de informações pessoais.
Derrota não encerra disputa de Harry com tabloides
O revés desta terça-feira se limita ao caso contra a ANL. Harry ainda mantém ou manteve outras disputas judiciais contra grupos editoriais britânicos, em uma sequência de ações que colocou sob escrutínio práticas históricas da imprensa sensacionalista do país.
O processo contra a editora do Daily Mail era acompanhado de perto por envolver nomes de grande projeção internacional e por mirar um dos grupos de mídia mais influentes do Reino Unido. Para Harry, a ação também tinha dimensão pessoal: o príncipe afirma há anos que a pressão dos tabloides marcou sua vida pública e sua relação com a família real.
A decisão de Nicklin reduz o alcance imediato da ofensiva do grupo de reclamantes contra a ANL, mas não encerra o debate jurídico sobre privacidade de celebridades, figuras públicas e membros da realeza diante da imprensa britânica.
A possibilidade de recurso não foi anunciada. Por ora, o efeito prático é a rejeição dos pedidos apresentados por Harry, Elton John e os demais autores no Tribunal Superior de Londres.











