O Palmeiras fixou R$ 100 milhões como preço para vender o meia Maurício após a Copa do Mundo, segundo reportagens publicadas na sexta-feira (3) pela imprensa esportiva.
A cifra circula como o piso mínimo aceito pelo clube paulista — mas o Palmeiras não emitiu comunicado oficial sobre o valor nem confirmou qualquer proposta recebida. As publicações da imprensa especializada indicam que o clube só avaliará ofertas ao término do torneio. A contradição central está no noticiário do setorismo esportivo: em 28 de junho, veículos da cobertura palmeirense noticiaram que a Atalanta havia apresentado proposta equivalente a 18 milhões de euros, aproximadamente R$ 106 milhões; o Palmeiras não confirmou a existência da oferta italiana — e o que separa interesse de negociação é justamente esse papel que ainda não chegou à mesa.
Com o Paraguai eliminado pela França nas oitavas no sábado (4), a Copa do Mundo de Maurício chegou ao fim após uma campanha que projetou o jogador no radar europeu. O Palmeiras havia sinalizado que só discutiria transferências ao término do torneio — condição que agora se cumpre. Atalanta, Fiorentina e equipes da MLS seguem como possíveis destinos, mas nenhuma parte fez anúncio oficial até este domingo (5).
Da revelação no Cruzeiro à Copa do Mundo: como Maurício chegou a valer R$ 100 milhões
Revelado pelo Cruzeiro, Maurício chegou ao Palmeiras em 2024. Naturalizou-se paraguaio e passou a ser convocado por Gustavo Alfaro para a seleção nacional. Na temporada 2026, soma 5 gols e 3 assistências entre clube e seleção — números que, combinados ao desempenho na Copa, aceleraram o interesse do mercado europeu. Na estreia do Paraguai no torneio, em 11 de junho, marcou contra os Estados Unidos e colocou seu nome entre os destaques da competição, selando sua valorização no exterior.
A venda de atletas para o mercado europeu é pilar estrutural das finanças do Palmeiras. Como mostrou o PIRANOT, a base do clube gerou R$ 1,7 bilhão em receitas ao longo de cinco anos, consolidando as transferências como fonte recorrente de caixa alviverda. O caso de Maurício segue a lógica da casa: atleta desenvolvido no clube, projetado no cenário internacional e agora disponível para quem apresentar proposta na cifra estipulada.
Quando o Palmeiras vai negociar — e o que ainda falta para a venda acontecer
O Palmeiras não se pronunciou oficialmente sobre o preço de R$ 100 milhões nem sobre eventuais propostas recebidas. A cifra circula nos bastidores da imprensa esportiva, atribuída a conversas internas no clube, mas sem respaldo em comunicado oficial. Sem proposta formal reconhecida pelo Palmeiras, não há negociação aberta — e o silêncio do clube é postura habitual antes de uma oferta concreta chegar à mesa da diretoria.
A janela de transferências europeia segue aberta ao longo de julho, e o prazo pressiona as partes. O próximo passo depende de uma proposta que o Palmeiras reconheça publicamente: enquanto isso não ocorre, Maurício permanece no elenco para a sequência do calendário brasileiro. Um preço de R$ 100 milhões colocado em circulação, porém, muda a dinâmica de qualquer planejamento de temporada — no Palmeiras e nos clubes que o observam.











