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Economia

Irena estima que renováveis evitaram US$ 32,4 bi em gasto fóssil no Brasil

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Cálculo mede quanto o país gastaria se trocasse geração renovável por fontes fósseis
  • Brasil aparece atrás apenas de China e Estados Unidos entre as economias avaliadas
  • Matriz elétrica com cerca de 80% de renováveis dá escala ao resultado estimado
  • Agência não detalha no material disponível a economia por fonte de geração
  • Conjunto de 20 economias analisadas soma US$ 377 bilhões em custo fóssil evitado

A Agência Internacional de Energia Renovável estima que o Brasil evitou US$ 32,4 bilhões em gastos com energia fóssil em 2025 graças à geração renovável já instalada no país. O cálculo dá dimensão econômica a uma vantagem conhecida da matriz brasileira: a menor dependência de combustíveis fósseis para produzir eletricidade.

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A cifra não representa desconto automático na conta de luz. Ela mede quanto o sistema teria de gastar caso a energia gerada por fontes renováveis fosse substituída por fontes fósseis. Para o consumidor, portanto, o dado funciona mais como retrato do custo evitado pela estrutura elétrica nacional do que como promessa de redução imediata de tarifa.

O resultado coloca o Brasil entre as maiores economias avaliadas pela Irena. A China aparece à frente, com US$ 176,8 bilhões em gastos fósseis evitados, seguida pelos Estados Unidos, com US$ 34,6 bilhões. O Brasil vem logo depois, com os US$ 32,4 bilhões atribuídos à participação de hidrelétricas, eólicas, solares, biomassa e outras fontes renováveis na geração de energia.

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A agência também calcula que a matriz brasileira evitou 432 milhões de toneladas de CO2 em 2025. O número reforça o peso ambiental da infraestrutura renovável, além do efeito econômico: quanto maior a produção limpa, menor a necessidade de acionar fontes mais caras e intensivas em emissões.

Conta mostra economia do sistema, não alívio direto na tarifa

A leitura do número exige cuidado porque o preço final da energia depende de fatores que vão além da fonte de geração. Contratos, encargos, transmissão, bandeiras tarifárias, subsídios e regras regulatórias continuam pesando sobre a conta paga por famílias e empresas.

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Isso significa que uma matriz mais renovável pode reduzir a exposição do país a combustíveis fósseis importados ou mais caros, mas não transforma automaticamente o custo evitado em abatimento para o consumidor. O ganho aparece primeiro na segurança energética, na competitividade do sistema e na menor necessidade de substituir geração limpa por térmicas fósseis.

Resultado reforça disputa por investimento em energia limpa

O dado da Irena chega em um momento em que o Brasil tenta ampliar a geração renovável sem criar gargalos na rede. A expansão de eólicas e solares aumenta a oferta de energia limpa, mas exige investimento em transmissão, armazenamento e planejamento para lidar com a variação da produção ao longo do dia e entre regiões.

A agência aponta que o país tem custos competitivos em energia eólica e solar, mas ainda enfrenta desafios de infraestrutura e regulação para transformar esse potencial em novos projetos de grande escala, inclusive na cadeia de hidrogênio verde.

Na prática, a estimativa de US$ 32,4 bilhões fortalece o argumento econômico a favor da expansão renovável: quanto mais robusta for a infraestrutura limpa, menor tende a ser a vulnerabilidade do sistema elétrico brasileiro a choques de preço e oferta de combustíveis fósseis.


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