A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) uma nova fase da Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro, com alvos que incluem o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho, o pastor Márcio Poncio e um filho do ex-governador Sérgio Cabral.
A ofensiva investiga suspeitas de vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho, além de corrupção e lavagem de dinheiro. O foco dos investigadores é apurar se dados de inteligência e detalhes de ações policiais chegaram a criminosos antes de operações contra a facção.
Márcio Poncio foi preso na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Bacellar e Adilsinho já haviam aparecido em fases anteriores da mesma investigação, que desde dezembro mira a ligação entre agentes públicos, contraventores e intermediários suspeitos de atuar em favor de organizações criminosas.
Investigação mira elo entre política, contravenção e facção
A Operação Unha e Carne foi aberta para apurar uma rede que, segundo a PF, teria usado acesso a informações reservadas do Estado para proteger interesses criminosos. O vazamento de dados desse tipo pode comprometer prisões, buscas e ações de inteligência contra lideranças do tráfico.
Nas etapas anteriores, a investigação alcançou policiais, empresários e pessoas ligadas a estruturas públicas. A nova fase amplia o alcance político do caso ao incluir um ex-chefe do Legislativo fluminense e personagens com influência em áreas sensíveis do Rio, como a contravenção e redes religiosas com trânsito político.
Rodrigo Bacellar presidiu a Alerj entre 2021 e 2022. Adilsinho é apontado como um dos nomes conhecidos do jogo do bicho no estado. Márcio Poncio, pastor e empresário, entra agora no centro da ofensiva federal com a prisão realizada na Barra.
Próxima etapa passa por depoimentos e custódia
Os presos devem ser ouvidos e passar por audiência de custódia. A partir dos materiais apreendidos e dos depoimentos, a investigação vai delimitar a participação atribuída a cada alvo e sustentar eventuais pedidos ao Ministério Público Federal.
As defesas dos citados não haviam se manifestado publicamente sobre a nova fase da operação. O avanço do caso depende agora da análise de celulares, documentos e registros recolhidos nos endereços ligados aos investigados.










