quinta-feira, julho 2
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Política

PF mira ex-presidente da Alerj, Adilsinho e pastor em ação sobre vazamento ao CV

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Cabe à força-tarefa da Unha e Carne, em parceria com o Ministério Público Federal, apresentar as denúncias formais nos próximos dias.
  • Informações da imprensa indicam que parte dos mandados já foi cumprida no Rio de Janeiro, incluindo na Barra da Tijuca, onde Márcio Poncio foi preso.
  • Histórico da Operação Unha e Carne A Unha e Carne foi aberta em dezembro de 2025 para apurar a infiltração de agentes públicos em esquemas de proteção a facções criminosas.
  • Rodrigo Bacellar e Adilsinho já haviam sido alvos de fases anteriores da mesma investigação, entre dezembro de 2025 e maio de 2026.
  • Márcio Poncio, pastor e ligado a lideranças políticas, aparece pela primeira vez como alvo direto na investigação.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) uma nova fase da Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro, com alvos que incluem o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho, o pastor Márcio Poncio e um filho do ex-governador Sérgio Cabral.

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A ofensiva investiga suspeitas de vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho, além de corrupção e lavagem de dinheiro. O foco dos investigadores é apurar se dados de inteligência e detalhes de ações policiais chegaram a criminosos antes de operações contra a facção.

Márcio Poncio foi preso na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Bacellar e Adilsinho já haviam aparecido em fases anteriores da mesma investigação, que desde dezembro mira a ligação entre agentes públicos, contraventores e intermediários suspeitos de atuar em favor de organizações criminosas.

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Investigação mira elo entre política, contravenção e facção

A Operação Unha e Carne foi aberta para apurar uma rede que, segundo a PF, teria usado acesso a informações reservadas do Estado para proteger interesses criminosos. O vazamento de dados desse tipo pode comprometer prisões, buscas e ações de inteligência contra lideranças do tráfico.

Nas etapas anteriores, a investigação alcançou policiais, empresários e pessoas ligadas a estruturas públicas. A nova fase amplia o alcance político do caso ao incluir um ex-chefe do Legislativo fluminense e personagens com influência em áreas sensíveis do Rio, como a contravenção e redes religiosas com trânsito político.

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Rodrigo Bacellar presidiu a Alerj entre 2021 e 2022. Adilsinho é apontado como um dos nomes conhecidos do jogo do bicho no estado. Márcio Poncio, pastor e empresário, entra agora no centro da ofensiva federal com a prisão realizada na Barra.

Próxima etapa passa por depoimentos e custódia

Os presos devem ser ouvidos e passar por audiência de custódia. A partir dos materiais apreendidos e dos depoimentos, a investigação vai delimitar a participação atribuída a cada alvo e sustentar eventuais pedidos ao Ministério Público Federal.

As defesas dos citados não haviam se manifestado publicamente sobre a nova fase da operação. O avanço do caso depende agora da análise de celulares, documentos e registros recolhidos nos endereços ligados aos investigados.


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