quarta-feira, julho 1
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Esporte

Romário abre mão de salário do Senado durante Copa após críticas

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O senador Romário (PL-RJ) anunciou nesta terça-feira (30) que abrirá mão do salário de R$ 46,4 mil mensais durante o período em que acompanha a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos.
  • Romário afirmou em sessão remota do Senado que já protocolou o pedido de renúncia à remuneração. “Não estou recebendo o salário enquanto estiver na Copa”, declarou.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), saiu em defesa de Romário.
  • O salário bruto mensal é de R$ 46,4 mil, mas o montante total ainda não foi calculado publicamente — a Copa termina em 19 de julho.
  • A justificativa para não se licenciar é a intenção de votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6x1 de trabalho, pauta prioritária de Romário.

O senador Romário (PL-RJ) anunciou nesta terça-feira (30) que abriu mão do salário de parlamentar durante o período em que acompanha a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. A decisão veio depois de críticas à manutenção do mandato em atividade, com participação remota em sessões do Senado, sem pedido de licença.

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A remuneração bruta mensal de um senador é de R$ 46,4 mil. Romário afirmou, em sessão remota, que protocolou o pedido para deixar de receber o valor enquanto estiver fora do país por causa do torneio. “Não estou recebendo o salário enquanto estiver na Copa”, disse.

O gesto tenta conter o desgaste político provocado pela combinação de duas situações sensíveis: a ausência física do parlamentar em Brasília e a continuidade do voto a distância em pautas do Senado. Romário sustenta que não pediu licença porque quer manter o direito de votar, especialmente na proposta que acaba com a escala 6×1 de trabalho, uma de suas principais bandeiras no Congresso.

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Voto remoto vira centro da controvérsia

A pressão cresceu após a repercussão da viagem do senador para acompanhar a Copa. Ex-jogador e ídolo da seleção brasileira, Romário passou a ser questionado por seguir exercendo o mandato à distância enquanto participava da cobertura de um evento esportivo internacional.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu o parlamentar. Em nota, afirmou que a participação remota é permitida e que Romário pode exercer o mandato dessa forma desde que registre presença e participe das votações. “Não há irregularidade”, declarou.

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A defesa formal de Alcolumbre resolve o ponto jurídico imediato, mas não encerra a discussão política. O caso expõe uma zona de atrito entre a regra que permite votações remotas e a cobrança pública por presença de parlamentares em Brasília, especialmente quando a ausência decorre de atividade pessoal ou profissional fora do mandato.

Quanto Romário deixa de receber

O valor final dependerá do período efetivamente abrangido pelo pedido. O salário mensal é conhecido, mas Romário não detalhou se a renúncia alcança apenas a remuneração básica ou se inclui verbas acessórias, benefícios e cotas parlamentares.

Na prática, a decisão desloca o episódio do campo da legalidade para o da prestação de contas. Se o Senado processar o pedido como desconto em folha, a renúncia aparecerá na remuneração do parlamentar. Se houver devolução posterior, o caminho administrativo terá de ser registrado nos controles da Casa.

Romário deve seguir participando das votações de forma remota enquanto acompanha a Copa. O próximo efeito concreto será a forma como o Senado registrará a renúncia ao salário e se a medida ficará restrita ao pagamento mensal ou abrangerá outras verbas ligadas ao mandato.


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