terça-feira, junho 30
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Automóveis e Veículos

Newey expõe crise da Aston Martin na F1 2026 e mira ferramentas da era Jordan

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • As “ferramentas da era Jordan” remetem à origem da estrutura de Silverstone, que passou por Jordan, Midland, Spyker, Force India e Racing Point antes de se tornar Aston Martin.
  • Adrian Newey revelou que a Aston Martin utiliza ferramentas e procedimentos que remontam à era Jordan, contribuindo para o desempenho desastroso na temporada 2026 da Fórmula 1.
  • Segundo reportagens, a Aston Martin iniciou os trabalhos no túnel de vento para o carro de 2026 cerca de dois meses e meio depois dos rivais, defasagem que Newey tentou compensar com soluções ousadas.
  • Recuperação depende de mudanças estruturais A Aston Martin não emitiu comunicado oficial sobre as declarações de Newey.
  • O próximo GP é Mônaco, onde Alonso e Lance Stroll tentarão os primeiros pontos do ano.

Adrian Newey colocou a crise da Aston Martin na conta de um problema mais profundo do que o desempenho de Fernando Alonso, Lance Stroll ou da unidade de potência. O engenheiro afirmou que a equipe ainda convive com ferramentas e procedimentos herdados de fases antigas da estrutura de Silverstone, a ponto de comparar parte do parque técnico aos tempos da Jordan, origem da escuderia que depois passou por Midland, Spyker, Force India e Racing Point.

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O diagnóstico ajuda a explicar o início desastroso da Aston Martin na Fórmula 1 de 2026. Depois de quatro etapas, o time segue sem pontos e ocupa a última posição no Mundial de Construtores. A equipe apostou em Newey para liderar uma virada técnica, mas ele assumiu a chefia em novembro de 2025, quando o projeto do AMR26 já enfrentava um calendário apertado e rivais trabalhavam havia mais tempo no ciclo aerodinâmico do novo regulamento.

O atraso mais sensível aparece no túnel de vento. Enquanto concorrentes iniciaram trabalhos aerodinâmicos no começo de janeiro de 2025, a Aston Martin só acelerou o desenvolvimento do carro em meados de março, depois da chegada efetiva de Newey ao comando técnico. A defasagem de cerca de dois meses e meio empurrou a equipe para soluções mais agressivas, uma tentativa de recuperar tempo em uma temporada marcada por mudanças profundas no pacote técnico da F1.

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Carro nasce no limite e sofre na pista

O AMR26 estreou com sinais claros de instabilidade. A Aston Martin fez apenas três dias de shakedown em Barcelona antes do início da temporada, período curto para um carro que precisava integrar nova arquitetura, revisão aerodinâmica e a parceria com a Honda como fornecedora de motores. Nas primeiras corridas, os problemas apareceram em confiabilidade, comportamento aerodinâmico e dirigibilidade.

O episódio mais visível ocorreu no GP da China, quando imagens mostraram Alonso tirando as mãos do volante em meio a fortes vibrações no carro. A cena virou símbolo de um projeto que ainda não entregou estabilidade ao piloto e expôs a distância entre o investimento recente da Aston Martin e o nível operacional necessário para brigar na frente do grid.

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A referência de Newey às “ferramentas da era Jordan” não é apenas uma frase de efeito. Ela aponta para a dificuldade de modernizar processos em uma equipe que cresceu rapidamente, mudou de identidade várias vezes e passou a operar com ambições de ponta antes de completar a renovação de toda a infraestrutura. Em uma Fórmula 1 decidida por detalhes de simulação, correlação de dados e velocidade de produção, maquinário defasado reduz a margem de reação quando o carro nasce errado.

Virada exige mais que atualização no carro

Newey indicou que a Aston Martin já trabalha para substituir equipamentos e revisar métodos internos, mas a correção não tende a produzir efeito imediato. Diferentemente de uma atualização aerodinâmica pontual, a mudança estrutural envolve ferramentas, processos de validação e a forma como os dados do túnel de vento chegam à pista.

O desafio fica maior porque a equipe tenta arrumar a base enquanto disputa uma temporada em andamento. Cada pacote novo precisa resolver falhas do carro atual sem comprometer o desenvolvimento seguinte, em um momento no qual a integração com a Honda também exige adaptação técnica. Para Alonso e Stroll, o objetivo imediato é transformar a melhora de confiabilidade e equilíbrio em pontos.

A próxima chance vem em Mônaco, pista em que classificação e tração podem reduzir parte das diferenças de desempenho bruto. Mesmo assim, a leitura deixada por Newey é clara: a recuperação da Aston Martin não depende de uma única peça nova, mas de uma reconstrução técnica que levará mais tempo do que o intervalo entre duas corridas.


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